sábado, 9 de junho de 2018

AGORA, É LULA VERSUS CIRO


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A disputa pelas alianças partidárias foi o foco de declarações recentes do presidenciável do PDT, Ciro Gomes, e do PT, por meio do seu líder na Câmara, Paulo Pimenta. 
Durante participação em eventos em Buenos Aires, Ciro admitiu a possibilidade de uma aliança com DEM e PP, partidos de direita, mas disse que a prioridade seria uma união com PSB e PCdoB. "Nesse primeiro momento minha prioridade são o PSB e o PCdoB. Se esta aliança se faz, posso avançar em partidos do centro à direita, porque a hegemonia moral e intelectual do rumo estará afirmada. Poderia incluir o PP e o DEM, desde que eu tenha o PSB e o PCdoB", disse ele. 
Pelo lado do PT, PSB e PCdoB são justamente as duas legendas prioritárias para uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encabeçando uma chapa. O recado foi dado pelo líder petista Paulo Pimenta. "O que nós queremos é construir com PCdoB e com PSB uma estratégia nacional comum". 
Neste sábado, 9, a Executiva Nacional do PT aprovou uma resolução em que põe as duas legendas como prioritárias para a candidatura nacional, tendo inclusive que subordinar candidaturas próprias do PT à aliança majoritária. A decisão prejudica a candidatura de Marília Arraes (PT) a governadora em Pernambuco, em favor de um apoio à reeleição do governador Paulo Câmara, que apoiou o golpe contra a presidente Dilma Rousseff. 
O PCdoB mantém atualmente a pré-candidatura presidencial da deputada Manuela D'Ávila, que já afirmou que desiste da busca em prol de uma unidade entre as esquerdas. Já o PSB tentou uma candidatura própria a presidente com o ex-ministro Joaquim Barbosa, que naufragou, e agora tem vários de seus quadros divididos entre apoios à candidatura de Lula e à de Ciro. 
A disputa entre PT e PDT por PCdoB e PSB deve se acirrar nas próximas semanas. A princípio, o ex-presidente Lula tem vantagem, porque  é dono de 39% dos votos, segundo pequisa CUT/Vox Populi, mas está preso, enquanto Ciro Gomes tem 4%.
Quem vencerá?
Leia, abaixo a Resolução do PT sobre o assunto: 
Resolução da Comissão Executiva Nacional sobre tática eleitoral
O agravamento constante da crise política, econômica e social do país confirma o acerto do Partido dos Trabalhadores em sustentar, como prioridade absoluta, a candidatura do companheiro Lula à Presidência da República.
Essa prioridade absoluta, que corresponde ao anseio da grande maioria do povo brasileiro, foi adotada em resolução do Diretório Nacional nos dias 15 e 16 de dezembro de 2017, para enfrentar os retrocessos e atrasos impostos pela articulação golpista que se apossou do país.
A mesma resolução apontou que cabe ao PT viabilizar e fazer vencedora a candidatura Lula, sendo este nosso maior dever e responsabilidade para com o país e o povo brasileiro. Logo em seguida a esta prioridade, foram estabelecidos os objetivos de fortalecer as bancadas na Câmara e Senado e reeleger os governos estaduais do PT.
Está clara, portanto, a primazia do projeto nacional sobre as disputas regionais. Toda e qualquer definição de candidaturas e política de aliança nos estados terá que ser submetida antecipadamente à Comissão Executiva Nacional, também como definido na Resolução de dezembro.
No decorrer desses quase seis meses, a evolução da conjuntura tem mostrado que nosso candidato, mesmo preso injustamente, lidera a disputa presidencial com larga vantagem, registrando nas pesquisas um percentual maior que a soma das intenções de votos de todos os demais candidatos.
Neste sentido, a CEN, reunida em 09 de junho de 2018 em Belo Horizonte, resolve estabelecer os seguintes critérios para nossa tática eleitoral:
a) Construir uma coligação nacional para apoiar a candidatura Lula com PSB, PCdoB e outros partidos que venham a assumir este apoio.
b) Essa construção passa pela indicação do candidato a vice-presidente em entendimento com os partidos aliados.
c) O PT deve construir palanques estaduais com partidos de centro-esquerda, preferencialmente com PSB, PCdoB e outros partidos que apoiem Lula, sempre de acordo com a tática eleitoral nacional.
d) A CEN conduzirá, este processo, por meio do GTE, iniciando as tratativas para a aliança nacional e nos estados em que governamos e em que aqueles partidos governam, sempre cabendo à CEN a decisão final.
e) Nos demais estados o PT deve priorizar as alianças com os partidos considerando a composição da nossa chapa de deputados federais e senadores, bem como buscando participação nas chapas majoritárias sempre que possível.
Belo Horizonte, 9 de junho de 2018
Comissão Nacional Executiva do Partido dos Trabalhadores


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A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE GLEISI HOFFMANN

Ricardo Stuckert

247

A direita fascista não se irrita com a senadora Gleisi Hoffmann apenas por sua incansável luta pela redemocratização do país. O que mais dói na direita fascista brasileira é sua insustentável leveza do ser. Eu poderia dizer que a "leveza" de Gleisi tem a ver com o fato de ela ser magra, esbelta e extremamente bonita, mas isso soaria antiquado e diversionista. 
 
Gleisi é magra. Esbelta. Linda. Sua elegância incomoda. Mas sua luta intransigente pela redemocratização do país e sua garra diante da situação inédita de terra arrasada, liderando o maior partido popular do Brasil e sendo a transmutação da voz do maior líder político da história a elevam a uma nova categoria. 
 
Gleisi foi eleita presidente do PT com o apoio maciço do partido. A bênção de Lula, no entanto, deixou-a em uma posição de liderança pouco comum para um partido com tantos quadros e correntes. Gleisi é uma quase unanimidade porque ela aceitou o desafio de conduzir o partido nessa travessia dolorosa do golpe. Gleisi exerce talvez o papel mais importante que jamais um líder do PT exerceu.
 
Hoje, ela traduz e encarna o partido, a luta das mulheres, a luta pela democracia, a luta pela liberdade de Lula. Gleisi inspira, Gleisi encanta, Gleisi grita para todo o país todos os dias que a democracia vai voltar e vai voltar com as cifras da felicidade que habitam todo o espectro da esquerda nesse momento histórico. 

O país, não se enganem, corre um risco absolutamente inédito de perder o que lhe resta de identidade, a identidade de seu povo, não os mitos criados pela elite e que, estes sim, foram sendo perdidos após quatro governos extremamente democráticos. 

O país corre o risco de fragmentar sua soberania de maneira irrecuperável. O tombo institucional foi muito grande. Moro, FHC e poder judiciário como artífices de um ataque estrangeiro sem precedentes não representam o exotismo de um país carnavalesco e avacalhado apenas. É um parasitismo sério e com DNA subscrito: o DNA do mercado e dos EUA, no bojo da política imperialista sem limites e no limite de seu enfraquecimento (sabemos da China e do esfacelamento da sociedade americana diante de sua contradições e da saturação histórica de seu poder). 

De sorte - ou falta de - que estamos diante da mais dramática situação política e social da história do país. As riquezas naturais - depois do povo, o nosso maior patrimônio - estão sendo entregues de maneira torpe e ilegítima. A própria população está sendo jogada contra si através da Rede Globo e os gritos de separatismo ecoam perigosos nos centros financeiros e até acadêmicos.

O Brasil não derrete como sempre derreteu, com suas instituições periodicamente falimentares e sua elite constantemente pusilânime e golpista. O Brasil derrete em sua soberania básica e em sua auto compreensão residual de país. 
 
É por isso que Gleisi Hoffmann encarna uma das mais emblemáticas líderes políticas da nossa história, já, neste momento em que ela surge como catalisador político e núcleo irradiador de decisões, sendo a voz em liberdade que Lula encontrou para exercer sua crescente e eterna ascendência sobre o povo brasileiro. 

Gleisi não é um "instrumento" de Lula, embora isso fosse também digno de honraria histórica. Até porque Lula, assim como a esquerda legítima, não entende as pessoas como vetores instrumentais, visão dominante no espectro da direita darwinista brasileira. Gleisi é persona, é dicção, é inteligência, é transparência, é coragem, é articulação, é o espírito incansável que não se intimida com o assédio misógino do poder judiciário nem com o jogo baixo da contra informação fake do jornalismo de guerra. 

Gleisi é, neste momento, o norte do país, seu destino e suas circunstâncias. O Brasil do futuro passa por Gleisi Hoffmann. Não foi à toa que Lula a escolheu e nela depositou toda a sua verve e inteligência política. Lula, mais uma vez, sabe com o que está lidando em termos de estatura espiritual e em termos de lealdade visceral. É bonito ver a relação profunda e intensa que Lula e Gleisi construíram juntos. 
 
Gleisi, portanto, passou a incomodar muito, quase tanto quanto Lula. Senadores tucanos e políticos golpistas em geral a temem, porque sabem da dimensão de sua palavra, investida de legitimidade e investida do discurso e do ethos de Lula. 

Gleisi não nega a origem nem o gênero. Lutou por Dilma como uma guerreira da mesma estatura da presidente legítima. Foram dois ícones na luta contra o impeachment sem crime. É evidente e admirável o quanto Gleisi e a própria Dilma cresceram após o impeachment. Hoje, ambas mal conseguem disfarçar o sorriso pleno da imensa vitória moral que lhes abastece a alma. Sorriso acompanhado de luta. 
 
Na noite de ontem em Contagem, enquanto sites fascistas espalhavam memes sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, de pautar seu julgamento, Gleisi sorria. Sorria e empunhava sua força política e sua beleza insuportável para o horrendo golpe e seus machos velhos e feios. 
 
Sorria livre, leve e solta.
 
Leve.



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PT lançará pré-candidatura de Lula pedindo liberdade do petista em Minas

Para reforçar o lançamento, jingle que pede a liberdade de Lula e o apresenta como "solução" para problemas do governo Michel Temer começou a ser divulgado nas redes

Foto: Ricardo Stuckert / Fotos Públicas
Foto: Ricardo Stuckert / Fotos Públicas

Com o discurso de que não há alternativa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto, o PT fará nesta sexta-feira (8) em Minas Gerais um ato de "lançamento oficial" da pré-candidatura do petista, preso há dois meses em Curitiba após condenação na Operação Lava Jato.

Para reforçar o lançamento, o PT começou a vincular nesta quinta-feira (7) nas redes sociais um jingle que pede a liberdade de Lula e o apresenta como "solução" para problemas do governo Michel Temer. "Chama que o povo quer, chama que o homem dá jeito", diz a música executada em um vídeo com imagens de portas de empresas fechando, da greve dos caminhoneiros, e, na sequência, do discurso de Lula em São Bernardo do Campo (SP) antes de se entregar à Polícia Federal e da manifestação de apoiadores em Curitiba.

Conforme a Coluna do Estadão, o ex-presidente gravou vídeos antes de ser preso que serão exibidos nesta sexta-feira. O partido considerou, inclusive, a colocar um holograma do petista no evento. O ato ocorre a partir das 18h em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. 

Presentes em outros atos pró-Lula, os presidenciáveis Guilhermo Boulos (PSOL) e Manuela d'Ávila (PCdoB) não devem estar em Minas Gerais. Os dois mantêm agendas relacionadas às suas pré-campanhas e consideram improvável que os partidos de esquerda estejam juntos no primeiro turno da eleição. Manuela chegou a admitir abrir mão de lançar seu nome, desde que os demais partidos concordassem com uma união, mas não recebeu gestos favoráveis como resposta. 

No momento, o PT se nega admitir um "plano B" dentro do partido ou o apoio a outro presidenciável no primeiro turno. Nesta quinta, após visitar Lula na cadeia, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) disse que Lula e Ciro Gomes, pré-candidato do PDT, têm um "encontro marcado" no segundo turno. "Ciro tem essa vontade de ser presidente, o Lula também têm essa vontade. Por isso que estou dizendo: tem um encontro marcado no segundo turno da eleição", disse Wagner, que já fez declarações considerando uma aliança com o pedetista. 

O PT pretende registrar a candidatura de Lula no dia 15 de agosto e buscar na Justiça a manutenção do nome do ex-presidente no pleito.




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Bolsonaro é que tem que ser impugnado

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um dos sinais de que estamos vivendo num sanatório geral, como previu Chico Buarque é o debate acerca de impugnações de candidaturas.
Acho um escândalo o ministro Luiz Fux a toda hora inventar teorias para impedir o registro de Lula, que não representa nenhum perigo para o país nem para a democracia, ao contrário, é o que reúne as melhores condições para tirar o país do fundo do poço, onde se encontra e não se importar com a candidaturas Bolsonaro que é quem de fato ameaça o futuro do país.
Ele não tem a menor condição de conduzir os brasileiros através do deserto até a terra do leite e do mel, do ponto de vista da prosperidade e todas as ideias que expôs até agora vão levar ao agravamento da situação já caótica do Brasil no que diz respeito à violência.
Bolsonaro é o candidato que mais conspira contra a democracia brasileira, erguida em cima dos pilares de uma constituição onde se enfatizam os direitos humanos, direitos esses que o candidato da extrema-direita despreza.
Ele tem que ser impugnado porque além de não ter apresentado uma proposta sequer até agora – tal como fez na Câmara dos Deputados – somente desfilou seu sorrisinho sádico disseminando o ódio e a violência.
A democracia não pode aceitar um candidato que tem tudo para destruí-la. Alguém que foi expulso do Exército por urdir planos de explodir quartéis, alguém que ofende deputadas com palavras de baixo calão, alguém que despreza e humilha os mais fracos e oprimidos, alguém que usa como gesto de campanha metralhar pessoas, alguém que incitou a matar um presidente da República e declarou que era necessário matar "uns 30 mil brasileiros".
O próximo presidente ou presidenta tem que ser uma pessoa de diálogo, um Nelson Mandela e não um Trump porque a primeira coisa de que o país precisa é de pacificação e não de mais turbulência.(247).
O mal tem que ser cortado pela raiz.


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Lula diz a Maciel estar numa solitária da PF

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O ex-presidente Lula diz que está “numa solitária na Polícia Federal de Curitiba” em uma carta que escreveu para o cantor pernambucano Maciel Melo. O ex-presidente acabou de ler o livro do artista, “A Poeira e a Estrada”.
Na mensagem, que foi redigida à mão, o petista afirma que ficou “orgulhoso de ver mais um nordestino fazendo sucesso”.
Lula também conta para Melo que recebeu na terça (5) um pen drive com suas composições. “Ouvi até meia-noite”. “O primeiro disco seu eu ganhei foi do pernambucano José Mucio e agora espero ganhar das suas mãos depois quando sair da P Federal e tiver em liberdade te pagarei”, escreveu Lula.
Ele se despede dizendo para o cantor continuar “porque nordestino não pode parar”.   (Mônica Bergamo – FSP).

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Senador quer limitar cobrança do ICMS do gás de cozinha

Ronaldo Caiado (DEM-GO) justifica a proposta por conta do aumento de pessoas utilizando meios alternativos, como carvão e lenha, diante dos preços abusivos

Por: Agência Senado

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) é autor de um Projeto de Resolução do Senado (PRS) que fixa em 12% a cobrança máxima do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) sobre o gás de cozinha. Ao defender o PRS, de nº 25, o senador citou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), que revelam que mais de 1,2 milhão de pessoas começaram a usar lenha e carvão no ano passado como alternativas à alta do gás, que foi de 16% em 2017. Hoje, cada estado define uma alíquota, que varia de 17 a 25%. 

“O gás de cozinha estava também, infelizmente, supervalorizado. E não tem como a pessoa que está dentro de casa fazer a greve. (O que) você está vendo hoje é o retorno, pelo levantamento que foi feito, de mais de 1,2 milhões de residências que passaram a usar fogão à lenha. Seria um retrocesso enorme imaginar que todas as pessoas teriam que buscar outra alternativa, como o fogão à lenha, no momento que o preço do gás torna-se abusivo”, diz o democrata. 

Contra
Contrária ao projeto, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ponderou que os estados terão perdas com a redução do ICMS. Ela acredita que cabe à Petrobras segurar os reajustes, que passaram a ser trimestrais em 2018. 

“Para resolver um problema da empresa, que tinha que fazer uma inflexão para o benefício do povo, vai onerar os estados? Não foi combinado com os governadores. Vai retirar dinheiro dos estados que já têm problema de fazer suas políticas? Tá totalmente errado. Nós só vamos aprofundar essa crise e não vamos dar uma solução definitiva”, disparou a petista. O projeto aguarda designação de relator na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).



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O MANIFESTO DE LULA AO POVO BRASILEIRO


Por Luiz Inácio Lula da Silva – Há dois meses estou preso, injustamente, sem ter cometido crime nenhum. Há dois meses estou impedido de percorrer o País que amo, levando a mensagem de esperança num Brasil melhor e mais justo, com oportunidades para todos, como sempre fiz em 45 anos de vida pública.
Fui privado de conviver diariamente com meus filhos e minha filha, meus netos e netas, minha bisneta, meus amigos e companheiros. Mas não tenho dúvida de que me puseram aqui para me impedir de conviver com minha grande família: o povo brasileiro. Isso é o que mais me angustia, pois sei que, do lado de fora, a cada dia mais e mais famílias voltam a viver nas ruas, abandonadas pelo estado que deveria protegê-las.
De onde me encontro, quero renovar a mensagem de fé no Brasil e em nosso povo. Juntos, soubemos superar momentos difíceis, graves crises econômicas, políticas e sociais. Juntos, no meu governo, vencemos a fome, o desemprego, a recessão, as enormes pressões do capital internacional e de seus representantes no País. Juntos, reduzimos a secular doença da desigualdade social que marcou a formação do Brasil: o genocídio dos indígenas, a escravidão dos negros e a exploração dos trabalhadores da cidade e do campo.
Combatemos sem tréguas as injustiças. De cabeça erguida, chegamos a ser considerados o povo mais otimista do mundo. Aprofundamos nossa democracia e por isso conquistamos protagonismo internacional, com a criação da Unasul, da Celac, dos BRICS e a nossa relação solidária com os países africanos. Nossa voz foi ouvida no G-8 e nos mais importantes fóruns mundiais.
Tenho certeza que podemos reconstruir este País e voltar a sonhar com uma grande nação. Isso é o que me anima a seguir lutando.
Não posso me conformar com o sofrimento dos mais pobres e o castigo que está se abatendo sobre a nossa classe trabalhadora, assim como não me conformo com minha situação.
Os que me acusaram na Lava Jato sabem que mentiram, pois nunca fui dono, nunca tive a posse, nunca passei uma noite no tal apartamento do Guarujá. Os que me condenaram, Sérgio Moro e os desembargadores do TRF-4, sabem que armaram uma farsa judicial para me prender, pois demonstrei minha inocência no processo e eles não conseguiram apresentar a prova do crime de que me acusam.
Até hoje me pergunto: onde está a prova?
Não fui tratado pelos procuradores da Lava Jato, por Moro e pelo TRF-4 como um cidadão igual aos demais. Fui tratado sempre como inimigo.
Não cultivo ódio ou rancor, mas duvido que meus algozes possam dormir com a consciência tranquila.
Contra todas as injustiças, tenho o direito constitucional de recorrer em liberdade, mas esse direito me tem sido negado, até agora, pelo único motivo de que me chamo Luiz Inácio Lula da Silva.
Por isso me considero um preso político em meu país.
Quando ficou claro que iriam me prender à força, sem crime nem provas, decidi ficar no Brasil e enfrentar meus algozes. Sei do meu lugar na história e sei qual é o lugar reservado aos que hoje me perseguem. Tenho certeza de que a Justiça fará prevalecer a verdade.
Nas caravanas que fiz recentemente pelo Brasil, vi a esperança nos olhos das pessoas. E também vi a angústia de quem está sofrendo com a volta da fome e do desemprego, a desnutrição, o abandono escolar, os direitos roubados aos trabalhadores, a destruição das políticas de inclusão social constitucionalmente garantidas e agora negadas na prática.
É para acabar com o sofrimento do povo que sou novamente candidato à Presidência da República.
Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.
Sou candidato porque acredito, sinceramente, que a Justiça Eleitoral manterá a coerência com seus precedentes de jurisprudência, desde 2002, não se curvando à chantagem da exceção só para ferir meu direito e o direito dos eleitores de votar em quem melhor os representa.
Tive muitas candidaturas em minha trajetória, mas esta é diferente: é o compromisso da minha vida. Quem teve o privilégio de ver o Brasil avançar em benefício dos mais pobres, depois de séculos de exclusão e abandono, não pode se omitir na hora mais difícil para a nossa gente.
Sei que minha candidatura representa a esperança, e vamos levá-la até as últimas consequências, porque temos ao nosso lado a força do povo.
Temos o direito de sonhar novamente, depois do pesadelo que nos foi imposto pelo golpe de 2016.
Mentiram para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita. Mentiram que o país iria melhorar se o PT saísse do governo; que haveria mais empregos e mais desenvolvimento. Mentiram para impor o programa derrotado nas urnas em 2014. Mentiram para destruir o projeto de erradicação da miséria que colocamos em curso a partir do meu governo. Mentiram para entregar as riquezas nacionais e favorecer os detentores do poder econômico e financeiro, numa escandalosa traição à vontade do povo, manifestada em 2002, 2006, 2010 e 2014, de modo claro e inequívoco.
Está chegando a hora da verdade.
Quero ser presidente do Brasil novamente porque já provei que é possível construir um Brasil melhor para o nosso povo. Provamos que o País pode crescer, em benefício de todos, quando o governo coloca os trabalhadores e os mais pobres no centro das atenções, e não se torna escravo dos interesses dos ricos e poderosos. E provamos que somente a inclusão de milhões de pobres pode fazer a economia crescer e se recuperar.
Governamos para o povo e não para o mercado. É o contrário do que faz o governo dos nossosadversários, a serviço dos financistas e das multinacionais, que suprimiu direitos históricos dos trabalhadores, reduziu o salário real, cortou os investimentos em saúde e educação e está destruindo programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Pronaf, Luz Pra Todos, Prouni e Fies, entre tantas ações voltadas para a justiça social.
Sonho ser presidente do Brasil para acabar com o sofrimento de quem não tem mais dinheiro para comprar o botijão de gás, que voltou a usar a lenha para cozinhar ou, pior ainda, usam álcool e se tornam vítimas de graves acidentes e queimaduras. Este é um dos mais cruéis retrocessos provocados pela política de destruição da Petrobrás e da soberania nacional, conduzida pelos entreguistas do PSDB que apoiaram o golpe de 2016.
A Petrobrás não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia popular. A Petrobrás tem de voltar a ser brasileira. Podem estar certos que nós vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém das multinacionais do petróleo. Voltará a exercer papel estratégico no desenvolvimento do País, inclusive no direcionamento dos recursos do pré-sal para a educação, nosso passaporte para o futuro.
Podem estar certos também de que impediremos a privatização da Eletrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa, o esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para promover o desenvolvimento e o bem-estar social.
Sonho ser o presidente de um País em que o julgador preste mais atenção à Constituição e menos às manchetes dos jornais.
Em que o estado de direito seja a regra, sem medidas de exceção.
Sonho com um país em que a democracia prevaleça sobre o arbítrio, o monopólio da mídia, o preconceito e a discriminação.
Sonho ser o presidente de um País em que todos tenham direitos e ninguém tenha privilégios.
Um País em que todos possam fazer novamente três refeições por dia; em que as crianças possam frequentar a escola, em que todos tenham direito ao trabalho com salário digno e proteção da lei. Um país em que todo trabalhador rural volte a ter acesso à terra para produzir, com financiamento e assistência técnica.
Um país em que as pessoas voltem a ter confiança no presente e esperança no futuro. E que por isso mesmo volte a ser respeitado internacionalmente, volte a promover a integração latino-americana e a cooperação com a África, e que exerça uma posição soberana nos diálogos internacionais sobre o comércio e o meio ambiente, pela paz e a amizade entre os povos.
Nós sabemos qual é o caminho para concretizar esses sonhos. Hoje ele passa pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de exceção para impedir apenas determinado candidato.
Só assim teremos um governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular. É a esta missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos Trabalhadores.
Já mostramos que é possível fazer um governo de pacificação nacional, em que o Brasil caminhe ao encontro dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e dos trabalhadores.
Fiz um governo em que os pobres foram incluídos no orçamento da União, com mais distribuição de renda e menos fome; com mais saúde e menos mortalidade infantil; com mais respeito e afirmação dos direitos das mulheres, dos negros e à diversidade, e com menos violência; com mais educação em todos os níveis e menos crianças fora da escola; com mais acesso às universidades e ao ensino técnico e menos jovens excluídos do futuro; com mais habitação popular e menos conflitos de ocupações nas cidades; com mais assentamentos e distribuição de terras e menos conflitos de ocupações no campo; com mais respeito às populações indígenas e quilombolas, com mais ganhos salariais e garantia dos direitos dos trabalhadores, com mais diálogo com os sindicatos, movimentos sociais e organizações empresarias e menos conflitos sociais.
Foi um tempo de paz e prosperidade, como nunca antes tivemos na história.
Acredito, do fundo do coração, que o Brasil pode voltar a ser feliz. E pode avançar muito mais do que conquistamos juntos, quando o governo era do povo.
Para alcançar este objetivo, temos de unir as forçasdemocráticas de todo o Brasil, respeitando a autonomia dos partidos e dos movimentos, mas sempre tendo como referência um projeto de País mais solidário e mais justo, que resgate a dignidade e a esperança da nossa gente sofrida. Tenho certeza de que estaremos juntos ao final da caminhada.
Daqui onde estou, com a solidariedade e as energias que vêm de todos os cantos do Brasil e do mundo,posso assegurar que continuarei trabalhando para transformar nossos sonhos em realidade. E assim vou me preparando, com fé em Deus e muita confiança,para o dia do reencontro com o querido povo brasileiro.(247).
E esse reencontro só não ocorrerá se a vida me faltar.
Até breve, minha gente
Viva o Brasil! Viva a Democracia! Viva o Povo Brasileiro!
Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 8 de junho de 2018

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Ocupantes de veículo ficam presos às ferragens após grave acidente na Avenida Sete de Setembro


  (Por:C.Britto)
Foto: WhatsApp/reprodução


Um acidente de graves proporções, ocorrido no final da tarde de hoje (9) na Avenida Sete de Setembro, em Petrolina, deixou os ocupantes de um carro de passeio presos às ferragens – entre eles uma mulher. Segundo as primeiras informações, há suspeitas de que condutor do carro estaria sob efeito de bebida alcoólica, quando perdeu o controle e atingiu fortemente o veículo contra a calçada de uma loja na avenida.
Uma equipe do 4º Grupamento do Corpo de Bombeiros (CB) foi acionada ao local. Aparentemente os passageiros do veículo não tiveram ferimentos mais graves.

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