quarta-feira, 30 de maio de 2018

TEMER NÃO PODE CONTINUAR. RENÚNCIA JÁ!

  Por: Aldo Fornazieri
Adriano Machado - Reuters

Temer nunca teve qualificativos morais para ser presidente da República. Colocado no cargo por um Congresso golpista e corrupto e por um judiciário igualmente corrupto e golpista, levou o país ao caos e ao desgoverno e perdeu as condições políticas e administrativas para continuar no governo. Está produzindo a ruína da economia e da sociedade ao provocar a greve dos caminhoneiros. Os prejuízos econômicos e o sofrimento social são incalculáveis. As perdas são bilionárias.
1- Renúncia imediata de Temer. Ela deve ser exigida pelos partidos e pelas entidades da sociedade civil. O Brasil não tem mais governo e Temer não tem nenhuma autoridade. Manter Temer significa prolongar a crise e o sofrimento do povo;
2 - Com a renúncia de Temer deve ser seguido o que diz a Constituição: Rodrigo Maia assume e convoca a eleição de um presidente pelo Congresso. Deveria ser escolhido um presidente neutro para formar um governo técnico e neutro, com a missão de levar o País até o final do ano e garantir o calendário eleitoral. Poderia ser escolhido alguém como Ayres Brito ou outro que fosse uma pessoa honrada e respeitada;
3 - Os partidos deveriam garantir a governabilidade desse presidente e ele não adotaria nenhuma medida além das absolutamente necessárias para garantir uma governabilidade mínima;
4 - Seria antecipada a posse do presidente eleito e do novo Congresso para 15 de novembro;
5 - Seria feito um acordo com os caminhoneiros válido até o final do ano;
6 - Junto com Temer deveriam renunciar todos os ministros, Pedro Parente e todos os demais presidentes de estatais;247.

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PROCEDIMENTO Justiça do DF autoriza cirurgia de bebê ainda na barriga da mãe

O bebê sofre com uma má-formação na coluna, chamada mielomeningocele. É a primeira vez que o tribunal defere uma liminar para esse tipo de cirurgia

Por: Bruna Lima - Correio Braziliense

Luciane passa pela cirurgia na próxima segunda-feira. Foto: Arquivo pessoal
Luciane passa pela cirurgia na próxima segunda-feira. Foto: Arquivo pessoal


Uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDF), concedida em caráter de urgência nessa terça-feira (29), vai possibilitar que uma grávida consiga passar por uma cirurgia fetal para reverter uma má-formação na coluna vertebral do bebê. O procedimento havia sido negado pelo plano de saúde da mulher. É a primeira vez que o tribunal defere uma liminar para esse tipo de cirurgia no Distrito Federal. 

Quando estava na 22ª semana de gravidez, a administradora Luciane Pinheiro, 37 anos, descobriu, por meio de uma ecografia, que a menina Maria Alice tinha mielomeningocele, também chamada de espinha bífida. A má formação ocorre nos ossos da coluna, que não se fecha totalmente e deixa a medula espinhal exposta. Por isso, os fetos podem sofrer hidrocefalia - um acúmulo de líquido no crânio - ou perder a capacidade de andar. É a cirurgia, na maioria dos casos, que evita o desenvolvimento da doença.

Após passar por quatro médicos em menos de dois dias, Luciane descobriu que não havia especialistas em Brasília para fazer a cirurgia. A gestante recebeu indicação de um cirurgião, em São Paulo, comprou uma passagem e se consultou com o médico. Tudo isso em menos de uma semana após o diagnóstico. Durante a consulta, ela descobriu que a cirurgia deveria ser feita com urgência, pois só poderia ser realizada até a 26ª semana de gestação.

No mesmo dia, Luciane entrou em contato com o plano de saúde, que, após cinco dias, deu resposta negativa para a cobertura do procedimento, sob a argumentação de que a cirurgia não está prescrita na Agência de Saúde Suplementar (ANS).

"Eu fiquei desesperada. Primeiro ao receber um diagnóstico desse, já em cima do limite, mesmo fazendo todos os acompanhamentos. Não tive prazo para pensar e nem condição financeira para arcar com a cirurgia. Foram dias terríveis", contou Luciane. 

De volta à capital na segunda-feira (28), Luciane e o marido, Mário Yamaguchi Júnior, 39, imediatamente procuraram advogados para lutar contra a decisão do plano de saúde. "Eu parei todas as demandas para atendê-la. Além da urgência, pois ela já estava perto de completar 25 semanas, é uma questão de vida ou morte. No mesmo dia protocolamos a liminar, com pedido de tutela antecipada", explicou a advogada Polyana Matos, da Mendes Mota Advocacia. 

Na terça, o juiz Leandro Borges de Figueiredo, da 8ª Vara Cível de Brasília, deferiu o pedido, justificando que a negativa do plano é inválida, de acordo com a Súmula 102 do tribunal: “Havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da ANS”.

O magistrado complementou a decisão defendendo que, por haver perigo de dano inverso, a autora não poderia "aguardar a boa vontade do plano de saúde ou o julgamento definitivo do presente processo, para então se proceder com o fornecimento do tratamento indicado pelo médico". Em caso de descumprimento, o plano de saúde deverá pagar multa de R$ 100 mil. 

Após a vitória na Justiça, Luciane espera o sucesso de mais uma etapa. "Todos os médicos e profissionais que me ajudaram foram anjos na minha vida. Estou confiante, porque senão não teria comprado essa briga. Tenho pesquisado e há muitos casos em que as crianças nasceram sem nenhuma sequela. Minha filha vai vir perfeita", garantiu a mãe, que já tem o Arthur Yohachi, de 5 anos. A cirurgia está marcada para esta segunda-feira (4), último dia em que poderia ser realizada.



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AGU pede que TST aumente multa a petroleiros por manutenção da greve

Apesar de proibição do tribunal, 
categoria iniciou greve de 72 horas
Em vez dos R$ 500 mil estipulados pela ministra Maria de Assis Calsing, a AGU quer que o valor seja definido em R$ 5 milhões. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Em vez dos R$ 500 mil estipulados pela ministra Maria de Assis Calsing, a AGU quer que o valor seja definido em R$ 5 milhões. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou hoje ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) a ampliação da multa pelo descumprimento da proibição da greve dos petroleiros, fixada pelo tribunal nessa terça-feira (29). Em vez dos R$ 500 mil estipulados pela ministra Maria de Assis Calsing, a AGU quer que o valor seja definido em R$ 5 milhões.

Na terça, a ministra considerou abusiva a greve dos petroleiros e definiu a multa, também a pedido da Advocacia-Geral. Contudo, mesmo com a proibição a categoria deflagrou a greve de 72 horas desde a 0h de hoje.

No pedido, a AGU justifica a solicitação de aumento pelo descumprimento da proibição determinada pelo Tribunal Superior do Trabalho. “Causa perplexidade que, com o desrespeito a uma ordem judicial, as entidades sindicais simplesmente desafiem o Poder Judiciário ensejando insegurança jurídica e pondo à prova a própria credibilidade de um Poder do Estado”, diz o documento.

Os petroleiros afirmam que o movimento é uma reação à política de preços dos combustíveis, de crítica à gestão na Petrobras e contra os valores cobrados no gás de cozinha e nos combustíveis.



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Mais de 50% dos postos da RMR já estão abastecidos, diz Sindicombustíveis

Ainda não há um balanço sobre os postos de gasolina do interior do estado de Pernambuco
Foto: João Velozo/DP
Foto: João Velozo/DP

Após os desbloqueios das rodovias, os caminhões-tanque estão começando a buscar a estabilidade. A expectativa do Sindicombustíveis é de que 200 caminhões saiam de Suape com destino aos postos de gasolina da Região Metropolitana do Recife (RMR) e do interior do estado ainda nesta quarta-feira (30).

"Mais de 50 % dos postos de gasolina da RMR já estão abastecidos. A expectativa é de que até a quinta-feira (31) 70 % dos postos estejam com combustíveis", afirma o presidente do Sindicombustíveis, Alfredo Pinheiro Ramos. Ainda não há informações sobre o abastecimento dos postos do interior de Pernambuco.

De acordo com a Sindicombustíveis-PE, em dias considerados normais, um total de 400 caminhões-tanque saem de Suape por dia. Além disso, o sindicato informa também que os terminais de Suape são responsáveis por mais 90% do combustível que circula nos postos de Pernambuco.

Desbloqueio
Segundo o sindicato,  ao meio-dia, um caminhoneiro que teria saído de Petrolina conseguiu, enfim,  chegar a Suape. O motorista estaria preso em pontos de bloqueio, desfeitos durante toda a terça-feira, após as justiças Federal e Estadual expedirem uma notificação para desocupação imediata dos pontos de bloqueio montados na BR-101 (na altura da fábrica da Vitarella) e na Avenida Portuária.

Segundo a determinação, o motorista que insistir na obstrução terá o veículo apreendido e sofrerá aplicação de multas, além de poder ser preso por descumprimento de decisão judicial e ainda ser indiciado em inquérito da Polícia Federal.(DP).


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JORGE VIANA: ELEIÇÃO PRECISA SER ANTECIPADA E LULA PODE VOLTAR COMO MANDELA

Moreira Mariz/Agência Senado | Ricardo Stuckert

247

O senador Jorge Viana (PT-AC) concedeu entrevista à TV 247 nesta quarta-feira (30) defendendo uma saída da crise que passe pela antecipação das eleições e a liberdade do ex-presidente Lula. "O povo brasileiro não aguenta mais, greves paralisam o Brasil, até quando o governo Temer irá se sustentar?", questiona o parlamentar.
O senador considera a situação do Brasil dramática. "O impeachment foi parte de uma farsa e o governo Temer afundou-se na sua frágil política econômica, além da ilegitimidade. Estamos aprofundando o País numa crise, talvez antecipar as eleições seja o caminho para redemocratizar o país, mas como parte de um acordo nacional, revendo o sistema político vicioso que temos", avalia.
Ao defender a antecipação das eleições, Jorge Viana perpassa pela durabilidade de Temer frente à presidência. "Será que o governo aguenta mais um dia, uma semana? Até a imprensa anda questionando se Temer consegue terminar seu mandato. Ainda existe uma terceira denuncia contra o presidente ilegítimo. Se a Procuradoria Geral da República (PGR) denunciá-lo, ele cai no dia seguinte", projeta.
Questionado sobre como a antecipação das eleições seria viabilizada, o senador enumera elementos que proporcionam o adiantamento. "O povo está na rua e o país paralisado, a greve dos caminhoneiros tem 80% de apoio popular, além do governo não ter mais o apoio das elites como tinha antes. O ex-ministro da fazenda Henrique Meirelles percebeu há tempo a gravidade e pulou fora do barco, o congresso aponta duras críticas ao governo. Temer está recuado", observa.
Jorge Viana ressalta que a candidatura de Lula está ativa e que o ex-presidente é o único líder capaz de tirar o Brasil da recessão e divisionismo. "Registraremos a candidatura de Lula no próximo dia 15 de junho e Lula voltará com o espírito de Mandela, ele é o personagem que pacificará o País. O gesto de Lula se apresentar à Polícia Federal sem culpa alguma entrará para história", elucida.
Ao citar Lula, o senador condena o estado de exceção enfrentado no País que, segundo ele, prendem inocentes e liberta corruptos. "Infelizmente a constituição de 1988 deu super-poderes ao judiciário e hoje as consequências são prisões arbitrárias e sem legitimidade alguma", afirma o senador.
Greve e Pedro Parente
Jorge Viana defende a greve dos caminhoneiros. "A categoria vive à margem da sociedade e foi colocada nas costas dessa gente para pagar a fatura da Petrobras, que está entregue aos acionistas". relata.
O senador Jorge Viana conclui a entrevista condenando a política de Pedro Parente. "O PSDB é dono da Petrobras, precisamos de uma CPI para investigar o que estão fazendo com a empresa. Se roubavam a Petrobras nos governos anteriores, os criminosos deveriam ser punidos, mas nada justifica o desmonte da estatal", denuncia.


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CAMINHONEIRO É MORTO COM PEDRADA NA CABEÇA EM RONDÔNIA

Reprodução

Agência Sputnik - Um caminhoneiro foi morto nesta quarta-feira (30) com uma pedrada na cabeça enquanto passava por um ponto de manifestação dos grevistas em Rondônia.
A Polícia Rodoviária Federal informou que a vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. 
A cidade de Vilhena (RO), onde ocorreu o incidente, não tem mais bloqueios nas estradas, mas manifestações teriam sido convocadas pelos caminhoneiros grevistas na BR-364. 
A pedra foi lançada contra o caminhão, que atravessou o pára-brisa e acertou a cabeça da vítima. O nome do motorista não foi divulgado. 
Foram relatadas manifestações de caminhoneiros em 18 estados nesta quarta-feira, apesar de que os bloqueios nas estradas só ocorrem em 8 regiões. 


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LIBERAÇÃO Em Suape, caminhões com GLP e combustível são liberados sem dificuldade

'População pode ficar tranquila' diz comandante das operações policiais no complexo sobre o abastecimento em Pernambuco
Um efetivo de 413 policiais vai permanecer no complexo para garantir a livre circulação de caminhões no complexo. Foto: Sávio Gabriel/Esp. DP
Um efetivo de 413 policiais vai permanecer no complexo para garantir a livre circulação de caminhões no complexo. Foto: Sávio Gabriel/Esp. DP

Até às 9h40 da manhã desta quarta-feira (30), cerca de 400 caminhões com gás liquefeito de petróleo (GLP) - o gás de cozinha -, e combustível conseguiram entrar e sair sem dificuldade no Porto de Suape para realizar abastecimento. 

A ação foi possível porque durante a madrugada de hoje a Polícia Militar (PM), juntamente com a Polícia Civil (PC) e o Corpo de Bombeiros, dialogaram com os manifestantes para desobstruir a via. 

Um efetivo de 413 policiais vai permanecer no complexo para garantir a livre circulação no complexo portuário. O comandante Ely Jobson, diretor adjunto das unidades especializadas da PM, assegurou que a população pode ficar tranquila sobre o abastecimento em Pernambuco. 

Segundo o comandante, alguns caminhoneiros estavam parados por uma coesão de um pequeno grupo e tinham medo de desarticular o protesto. Mas uma vez que os primeiros caminhões começaram a sair, os outros seguiram adiante. 


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BATEU O DESESPERO EM BRASÍLIA; TEMER É UMA BATATA QUENTE PARA O PAÍS

  (247)
Adriano Machado/Reuters

Temer virou uma batata quente para o país. O golpe lançou o Brasil no caos, seu governo está no chão e há perplexidade e mesmo desespero no mundo político em Brasília. O clima de fim de festa e confusão é tamanho que, na noite de segunda-feira, segundo apurou o 247, líderes dos partidos na Câmara dos Deputado, em clima de pânico, acorreram a uma reunião na residência oficial do presidente da Casa, Rodrigo Maia. A ideia sobre a mesa foi para que Maia viabilizasse a convocação do Conselho da República. Até líderes de partidos de esquerda teriam concordado com a ideia estapafúrdia, pois quem convoca o Conselho é o presidente da República. Maia comprometeu-se com a ideia que parece ter se tornado  espuma, como tantas outras na capital nesses dias. A questão é: o que fazer com Temer? O país não o suporta mais, mas os líderes partidários estão com receio de tirar o miserável.
A situação de confusão em Brasília é tamanha que o Carlos Marun, amigo do peito de Eduardo Cunha e secretário de Governo de Temer, chegou a telefonar na segunda-feira para o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, e para outros parlamentares do PT suplicando para que o partido atuasse contra as greves dos caminhoneiros. Segundo Pimenta, Marun "ligou para a pessoa errada". Depois de terem derrubado Dilma, os golpistas agora pedem água para o PT, por não conseguirem gerir o país.
A sensação de que passou dos limites generaliza-se. O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr., disse nesta terça (29) no Fórum de Investimentos Brasil 2018 que “o Brasil não merecia passar pelo que está passando agora” e que "escorregamos e voltamos para trás”. O clima é de debandas entre as forças que apoiaram o golpe. A Folha de S.Paulo, até agora um dos pilares de sustentação do governo do golpe abandonou o barco no editorial de hoje, qualificando Temer como "cadáver entronado" e sua permanência como "aviltamento da Presidência da República”. 
A saída menos traumática e democrática para a crise em que o golpe mergulhou o país seria a renúncia de Temer e a convocação de eleições diretas antecipadas, mas ele e a quadrilha seguram-se ao poder com unhas e dentes, com medo da prisão que parece inevitável depois de saírem do governo. O calendário é cruel com o Brasil: fala-se a todo momento de outubro, a data das eleições (são longos quatro meses até lá), mas a posse do novo presidente será apenas em janeiro -o país aguenta mais sete meses de desgoverno? 
Ao mesmo tempo, o outro caminho para a saída de Temer, o processo de impeachment, parece ser arrastado demais para a urgência do momento. 
Tereza Cruvinel, colunista do Jornal do Brasil, resumiu o impasse desta maneira: "Há um consenso no Congresso: o governo acabou. Será difícil e até arriscado, para a própria democracia, atravessar com ele os quatro meses que faltam para a eleição. Para a posse do novo presidente serão sete. Mas há também um dilema: vale à pena varrer Temer agora? O tempo que falta é longo para a gravidade da situação mas é curto para uma troca segura de governo. A não ser pela renúncia, que dele não virá." Ela acrescenta: "Há quem pense na antecipação da eleição mas isso só aconteceria por um acordo interpartidário, e a centro-direita não topará porque não tem candidato competitivo. As pesquisas continuam mantendo Lula e Bolsonaro na dianteira".
Em seu artigo, Cruvinel recolheu opiniões de alguns protagonistas de Brasília:
"'As próximas horas serão cruciais', diz o líder do PSB, deputado Júlio Delgado. 'Ou a greve murcha lentamente, prolongando a sangria do país, ou a coisa vai engrossar, com a adesão de outras categorias e protestos de rua. Os petroleiros vão parar, os fiscais da Receita estão parados. Dependendo do que acontecer agora, alguma coisa terá que ser feita', diz Delgado.
O líder do PSOL, deputado Chico Alencar, acrescenta: 'Este dilema está posto, e foi agravado pelo temor de intervenção militar, mas até o Bolsonaro repudiou essa pregação insana. Não há governo mas parece que teremos de chegar à eleição pisando sobre este tapete roto e sujo que é o Temer'.
Os (ex) aliados do governo também especulam sobre tudo isso, mas entre eles. O problema é que, não tendo candidato viável, ainda preferem a travessia na pinguela, com todos os riscos."
A questão é: a pinguela não está aguentando mais o peso do governo do golpe. 


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GREVE DOS CAMINHONEIROS Com medo de represálias, motoristas deixam greve com escolta policial

Patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal precisaram escoltar dezenas de carretas paradas desde a última segunda-feira em estradas do país
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

O medo de represálias por parte de caminhoneiros em greve impede o fim dos acampamentos em rodovias do País. Motoristas que querem retornar à estrada estão contando com ajuda de patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para deixar os piquetes. No fim da tarde de terça-feira (29) segundo a PRF do Vale do Paraíba, pelo menos 27 carretas saíram escoltadas de quatro pontos de paralisação da via Dutra.

"Saí de lá por volta de 15h, com ajuda da polícia", contou um motorista que ficou parado no trevo de Santa Isabel por uma semana e que desde quinta-feira (24) pedia para ser liberado no local, sem ser autorizado por líderes do acampamento. Pedindo para não ser identificado, o motorista contou que colegas continuavam com medo de voltar ao trabalho. "Quando a PRF chegou fui até eles e pedi para ir embora", disse. "O pessoal que tentou sair foi apedrejado", contou outro motorista, que permanece no piquete. "A gente quer ir, mas não pode", emendou outro, do Rio, preso no km 186. 

Mas nem todos querem seguir viagem. "Vou ficar", rebateu o caminhoneiro Eduardo Santos, motorista de uma empresa de São Bernardo do Campo que tem um caminhão preso no bloqueio desde o segundo dia da paralisação. "Ninguém está sendo impedido de sair não", afirmou. No fim da tarde, comboios de caminhões de gás podiam ser vistos trafegando naquele trecho da Dutra, escoltados pelo Exército.

O patrulheiro da PRF que fazia a ronda no trevo de Santa Isabel orientava os descontentes a evitar sair no período noturno para evitar ataques aos veículos na estrada.

Divisão 

Sem liderança unificada, caminhoneiros concentrados no km 204 da rodovia, na altura do município de Seropédica - maior ponto de mobilização do Rio - dividiram-se quanto à manutenção da greve. Alguns declararam não se sentir representados por associações que negociaram com o governo federal e prometeram ficar ali até que o preço dos combustíveis baixe nas bombas. Outros se disseram cansados e determinados a voltar a trabalhar para recuperar o prejuízo dos dias parados.

Os caminhoneiros que resistem afirmaram que querem ser recebidos pessoalmente pelo governo, em Brasília. Garantiram que a paralisação continua a ganhar força por meio de mensagens no WhatsApp.

"Os sindicatos só representam os patrões. O (presidente Michel) Temer não recebeu o bandido da JBS (Joesley Batista) de noite? Por que não (recebe) a gente? Não vamos sair daqui. Não saiu no Diário Oficial a redução do combustível, não baixou na bomba", disse Marcos Santos, uma das principais vozes do grupo. O caminhoneiro tem 45 anos de idade e 30 de boleia. Para ajudar os pais, começou a dirigir aos 15, com a carteira do irmão.

"São 500 caminhões desse lado da Dutra e 500 do outro. Aqui temos famílias, crianças, mas somos tratados como marginais. A pista e o acostamento estão liberados, e estamos numa área particular, cedida, então a polícia não pode multar ninguém. Só queremos nossa dignidade, não podemos perder essa batalha. A gente ganha por frete, mas o que sobra no final não dá para o sustento da família", continuou Santos, com lágrimas nos olhos. Ele está na Dutra há nove dias.

Luziânia

Em Luziânia, à beira da BR-040, que liga Brasília à região Sudeste do País, José Altair Martins, caminhoneiro de Goiás, apontado por motoristas como um dos líderes do movimento, diz que a mobilização não aceita o acordo anunciado pelo governo e que ninguém vai embora. Ele nega qualquer tipo de influência política externa e diz que os grevistas atuam por conta própria.

"Eu não sou dono de caminhão. Sou empregado. Nem patrão eu tenho eu trabalho por minha conta, por comissão. E a mobilização não vai acabar. Enquanto depender de mim e de muitos, não vai acabar", disse. Alguns caminhoneiros, porém, decidiram voltar para a estrada e foram acompanhados pela polícia. Não houve tentativa de impedir a saída, apenas hostilidades entre os caminhoneiros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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PF ESTOURA ESQUEMA DOS GOLPISTAS JEFFERSON, JOVAIR E PAULINHO NO TRABALHO


 247
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (30), uma operação contra fraudes na concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho. Dentre os alvos visados pela operação estão os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), líder da central Força Sindical, Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB) -a PF está no gabinete dos três. A operação Registro Espúrio está cumprindo 64 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de prisão temporária. 
A ação da PF acontece depois que o deputado Paulinho e a Força Sindical, que apoiaram o golpe contra Dilma, praticamente romperam com Temer, desde a fracassada reforma da Previdência e a reforma trabalhista. Nos últimos meses, a Força Sindical voltou a atuar unificadamente com a CUT.
A prisão preventiva dos parlamentares chegou a ser pedida pela Polícia Federal, mas a solicitação foi negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Conforme os investigadores, a operação visa apurar o loteamento do Ministério do Trabalho entre o PTB e o Solidariedade. As investigações apontam, ainda, que o núcleo político do esquema contaria com a participação do ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, além dos deputados Paulinho da Força e Wilson Filho.
Os mandados expedidos pela Justiça Federal estão sendo cumpridos no Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais e dizem respeito aos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.


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Petroleiros ignoram a Justiça e deflagram greve



Josias de Souza
Desafiando uma ordem judicial, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) deflagrou no início da madrugada desta quarta-feira uma greve de três dias. Horas antes, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) havia considerado ilegal a paralisação nas instalações da Petrobras. A FUP recorrerá contra a decisão.
O sindicalista José Maria Rangel, coordenador geral da FUP, deu de ombros para a proibição: “A Justiça do trabalho está agindo como a justiça do capital. Esse é o papel que ela tem cumprido ao longo dos últimos anos”, disse, numa reunião com movimentos sociais e sindicais na sede da CUT do Rio de Janeiro.
A FUP abriu no seu site uma página para o acompanhamento ”minuto a minuto” da adesão à greve. Em sua página no Facebook, a federação noticiou à 1h da madrugada: “Greve dos petroleiros começa por refinarias, terminais e plataformas.”
O texto anotou: “A greve nacional dos petroleiros contra a política de preços de derivados da Petrobras começou aos primeiros minutos desta quarta-feira, 30, em diversas refinarias e terminais da empresa.”
A ilegalidade da greve foi declarada pelo TST a pedido da Advocacia-Geral da União e da Petrobras. Coube à ministra Maria de Assis Calsing relatar o caso. Ela tachou a greve de “política”, proibindo-a. Foi à canela: “Beira o oportunismo a greve anunciada…” Fixou multa diária R$ 500 mil para a hipótese de descumprimento.
José Maria Rangel, o mandachuva da FUP, admitiu que a greve dos petroleiros tem mesmo um DNA político. E ele não parece enxergar nenhum problema nisso. Avalia que, para fazer política basta respirar.
“…A primeira coisa que os ministros do TST tinham que se perguntar é como que eles chegaram ao Tribunal”, disse o sindicalista. “Foi através de indicação política. O fim da Justiça do Trabalho, imposta pelo golpe, também é uma decisão política. O fato de Pedro Parente estar destruindo a Petrobrás é uma decisão política. Tudo em nossa vida gira em torno da política.”.

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PARENTE AFRONTA O PAÍS E AUMENTA GASOLINA EM MEIO À CRISE

  Publicado em 30/05/2018 - 10:03
Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil


A Petrobras voltou a aumentar o preço da gasolina, depois de cinco quedas consecutivas do valor do combustível. A partir de amanhã (31), o preço nas refinarias subirá 0,74% e passará a ser de R$ 1,9671 por litro.

Em maio, o preço do combustível nas refinarias da Petrobras acumula alta de 9,42%, já que em 28 de abril o litro custava R$ 1,7977.
Edição: Kleber Sampaio

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REABASTECIMENTO Governo se reúne com militares para agilizar logística de transporte


Expectativa é de liberar mil caminhões em Suape

Governador Paulo Câmara informou que a expectativa é de atender mais de mil caminhões nesta quarta-feira em Suape
Governador Paulo Câmara esteve em reunião nesta terça-feira e falou sobre expectativas de atendimento dos caminhões em Suape nesta quarta. Foto: Rafael Martins/Arquivo DP
Governador Paulo Câmara esteve em reunião nesta terça-feira e falou sobre expectativas de atendimento dos caminhões em Suape nesta quarta. Foto: Rafael Martins/Arquivo DP



O Governo do Estado se reúne com militares do Exército na manhã desta quarta-feira (30) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para organizar operação de desbloqueio das rodovias que cortam o estado e permanecem ainda sob ação de protestos dos caminhoneiros. A expecativa é de que nesta quarta-feira sejam liberados mais de mil caminhões em Suape. "Estamos montando uma logística para garantir os caminhões que foram reabastecer passem o menor tempo possível dentro do porto e façam várias viagens ao longo do dia", disse o governador Paulo Câmara.

Ontem, dez caminhões-tanque carregados com combustível seguiram para o interior do estado para garantir o abastecimento na região. Nesta quarta-feira, segundo o governador, mais três comboios seguirão para o interior durante o dia.

Algumas estradas ainda permanecem bloqueadas, principalmente as rodovias BR-101 e 232, onde ocorre maior circulação de veículos. Até o fim da tarde da última terça-feira (29), 21 rodovias estaduais e federais de Pernambuco permaneciam bloqueadas. O novo balanço deverá sair no fim desta manhã. 

As justiças Federal e Estadual expediram na tarde desta terça-feira notificação para desocupação imediata dos pontos de bloqueio montados na BR-101 (na altura da fábrica da Vitarella) e na Avenida Portuária, que estavam limitando o fluxo de combustíveis de Suape para as demais regiões do estado. O trecho da via portuária começou a ser liberado por volta das 2h40 desta quarta. 


Desde segunda, um acerto feito entre o governo do estado e os caminhoneiros permitiu a liberação de 120 caminhões-tanque por dia para transportar combustível. Com a determinação da Justiça, a circulação total dos veículos deve ser liberada. Da última quarta-feira até ontem, segundo o governo do estado, 237 caminhões-tanque foram escoltados no complexo portuário de Suape até os pontos de distribuição.(DP).


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Justiças federal e de Pernambuco determinam desbloqueio imediato de rodovias ocupadas por caminhoneiros

  (Por C.Britto)
Foto/divulgação


As justiças federal e estadual em Pernambuco expediram notificação para desocupação imediata dos pontos de bloqueio montados na BR-101 (na altura da Vitarella) e na Avenida Portuária, que estão limitando o fluxo de combustíveis de Suape para as demais regiões do Estado. As determinações do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) e do Tribunal de Justiça (TJPE) incluem apreensão de veículos, expedição de multas, prisões por descumprimento de decisão judicial e indiciamento em inquérito da Polícia Federal. Os oficiais de justiça já estiveram nos locais e notificaram os manifestantes.
Desde a zero hora até as 18h de ontem (29), uma operação que contou com a participação de 400 agentes de segurança do Estado e do Exército, com apoio de 85 viaturas, transportou 120 caminhões-tanque do Porto de Suape para a Região Metropolitana do Recife e o Interior de Pernambuco. Da última quarta-feira (24) para hoje, um total de 237 caminhões-tanque foram escoltados do complexo portuário até os pontos de distribuição.
Dessa forma, além da garantia dos serviços essenciais, foi ampliada a rede de abastecimento para a população e assegurado o funcionamento do Aeroporto Internacional dos Guararapes. Também nesta terça, dois pontos de bloqueio, montados no meio da semana passada em Caruaru, foram espontaneamente desmobilizados pelos caminhoneiros, em negociação comandada pelo Gabinete de Crise instalado no Centro de Comando e Controle Regional (CICCR) da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS).
Os pontos de bloqueio desmobilizados ontem estavam localizados na BR-104 (na altura da Rodoviária) e no cruzamento da BR-104 com a BR-232, ambos em Caruaru. “Isso possibilitou que levássemos ao Agreste e também ao Sertão combustível para viaturas, transporte público, abastecimento de água, limpeza urbana e população, além de medicamentos para hospitais e insumos para indústrias. Transportamos também gás a granel para setores estratégicos da cadeia produtiva e querosene de aviação para a Infraero. Estamos com melhoria no abastecimento em postos de combustíveis para a população em geral. Registramos que há a presença de agitadores e infiltrados nesses locais, com o objetivo criminoso de dificultar o restabelecimento do fluxo. Verificamos que, em alguns casos, caminhoneiros estão sendo ameaçados quando decidem retirar os veículos das vias“, explicou o secretário de Defesa Social do Estado, Antônio de Pádua.
Estratégia
Segundo o secretário, está mantida a estratégia de negociar e encontrar solução pacífica, e somente será utilizada a força policial caso seja necessário. “Estamos mantendo o transporte público funcionando, escolas abertas, hospitais atendendo os pacientes e o recolhimento do lixo. A segurança pública está em sua plena capacidade em todo o Estado, garantindo o ir e vir e a tranquilidade da população em todas as regiões, a despeito dos transtornos que os cidadãos estão enfrentando no País inteiro“, destacou. As informações são do governo estadual.

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IFPE mantém atividades suspensas nos campi da Capital e Interior

  (Por: C.Britto).
Foto: Folha de PE/reprdoução

A reitoria do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) estendeu para a esta quarta-feira (30) a decisão de manter suspensas as aulas e o expediente administrativo da instituição, devido à paralisação dos caminhoneiros. A medida havia sido tomada na última segunda (28). “Com a permanência da greve, a reitoria tem avaliado, dia a dia, a situação, buscando assegurar o bem-estar e a segurança dos servidores e estudantes”, destacou, em nota enviada pela assessoria.
Nesta quinta (31), se houver a normalização dos serviços de transporte, as atividades acadêmicas e administrativas serão retomadas. Um novo posicionamento será divulgado, na tarde de hoje sobre o possível retorno das atividades.
A reitoria ressalta que os candidatos do Vestibular 2018.2 que solicitaram isenção da taxa de inscrição devem aguardar a divulgação de um novo prazo para entrega dos documentos comprobatórios. Da mesma forma, o processo de inscrição para eleições do Conselho Superior do IFPE segue suspenso até a publicação de um novo calendário. No Sertão, o IFPE tem uma unidade em Afogados da Ingazeira (Pajeú).

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87% dos brasileiros apoiam a paralisação, mas rejeitam pagar a conta

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O brasileiro apoia maciçamente a paralisação dos caminhoneiros e defende sua continuidade, apesar de não estar disposto a pagar a conta que o governo federal aceitou receber dos manifestantes para tentar encerrá-la.
A conclusão é de pesquisa telefônica feita pelo Datafolha com 1.500 pessoas na terça (29). A margem de erro do levantamento é de três pontos para mais ou para menos.
Aprovam o movimento, que chega a esta quarta (30) ao décimo dia arrefecido mas ainda com bloqueios de estradas, 87% dos entrevistados. São contrários 10%, enquanto 2% se dizem indiferentes e 1% não souberam opinar.
Já 56% dos entrevistados acham que a paralisação deve seguir, contra 42% que são a favor de seu fim.
O apoio aos caminhoneiros é bastante homogêneo levando em conta as regiões do país, baixando um pouco entre os mais ricos e os mais velhos.
A origem da paralisação é o preço do diesel regulado pela Petrobras, que acompanha a variação internacional do combustível. Com o aumento recente do petróleo, aliado à alta do dólar, uma série de reajustes levou ao protesto.
Dando razão à análise de que há uma solidariedade difusa com o sentimento de injustiça tributária, consideram o pleito dos caminhoneiros justo 92%, índice que é de 57% mesmo entre aqueles que são contra o movimento.
Ainda assim, para 50% os caminhoneiros são mais beneficiados do que prejudicados pelo que eles chamam de greve — o governo trabalha com a hipótese de parte do movimento ter sido estimulado por donos de transportadoras. Esses, por sua vez, têm mais prejuízos, na visão de 60% dos ouvidos.
Já o cidadão se vê mais prejudicado (43% a 33% dos que se acham mais beneficiados) pessoalmente. Acham que o “brasileiro em geral” é mais prejudicado 56% dos ouvidos.
A pesquisa aferiu que o brasileiro não concorda em ser penalizado com aumento de impostos e corte de gastos federais para atender às reivindicações dos caminhoneiros.
Aprovam tais medidas, anunciadas de forma genérica dentro de uma paleta bastante variada de itens, apenas 10% dos entrevistados. São contrários 87%. Os entrevistados consideram que o governo vai favorecer empresários e caminhoneiros, e prejudicar mais a população.
Como seria esperado em relação ao governo de Temer, o mais impopular da história da redemocratização brasileira, a condução da negociação até aqui é aprovada só por 6% dos ouvidos, contra 77% que a desaprovam. Para 16%, ela foi regular, e 2% disseram não saber avaliar.
Para 96%, o presidente demorou para negociar, contra 3% que acham que ele o fez no momento certo.
Uma das principais críticas ao governo desde que o movimento eclodiu foi a falta de informação prévia acerca de sua gravidade potencial.
A alta taxa de apoio à manifestação dos caminhoneiros pode estar associada ao relativamente baixo impacto que ela teve até aqui no cotidiano dos entrevistados pelo Datafolha sobre a paralisação.
Dos ouvidos, 51% relataram ter deixado de fazer algumas das atividades apresentadas na pesquisa, contra 49% que mantiveram a rotina.
O número acompanha a proporção daqueles que disseram ter tido problemas para abastecer o automóvel: 53% ao todo, com 37% relatando ter tido muita dificuldade –o maior índice registrado no Norte/Centro-Oeste (42%).
ROTINA: Já o desabastecimento de alimentos, um dos aspectos mais temidos desse tipo de crise, ainda não é percebido. Apenas um quarto dos entrevistados disse ter tido dificuldade para comprar comida.
No dia a dia, o impacto ainda não se fez notar, segundo aponta o Datafolha. Deixaram de ir ao trabalho 15% dos entrevistados, contra 73% que mantiveram a assiduidade.
Já a visita ao médico só foi evitada por 13%, enquanto 83% a mantiveram. À escola, foram 69% dos alunos, com 19% preferindo ficar em casa. Atividades de lazer nem tampouco foram prejudicadas, sendo mantidas por 73%.
Viagens, algo sensível quando o tema é a falta de combustível provocada em postos de gasolina e aeroportos pela paralisação, ainda não foram afetadas.
Dos entrevistados, 26% relataram cancelamentos e 28% disseram que não irão viajar no feriado de Corpus Christi, nesta quinta (31). Já 67% seguiram com seus planos anteriores e 61% aproveitarão a folga.
Quando questionados acerca da responsabilidade pelo movimento, a maior parte dos entrevistados (42%) apontou para os motoristas autônomos de caminhão.
Já 31% concordaram com a tese do governo federal de que as empresas transportadoras são as responsáveis. O Palácio do Planalto diz que pelo menos parte do movimento é um locaute, greve ilegal estimulada por patrões a fim de auferir vantagens econômicas.
Uma minoria de 7% crê em autoria compartilhada do movimento e 5% aderem à ideia de que o próprio presidente Michel Temer e políticos são responsáveis pela paralisação.
Caso o movimento não acabe, apesar do acordo feito pelo governo, 88% defendem a continuidade das negociações e 9%, usar Forças Armadas e polícias.
PESQUISA TEM LIMITES, MAS APONTA TENDÊNCIAS 
A pesquisa telefônica feita pelo Datafolha, a única possível no contexto, procura representar o total da população adulta do país, mas não se compara à eficácia de levantamentos presenciais nas ruas ou nos domicílios.
Por isso, apesar de 90% dos brasileiros possuírem acesso ao menos à telefonia celular, o Datafolha não adota o método em pesquisas eleitorais.
Ao telefone, é preciso questionamento rápido, sem estímulos visuais, e o contato com quem não pode atender em horário comercial é prejudicado. Os limites impostos não prejudicam as tendências apuradas, pela amplitude dos resultados e pelos cuidados adotados. Foram entrevistados 1.500 adultos em todas as regiões. A margem de erro é de três pontos percentuais. (Via: Agência Brasil).

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