sábado, 23 de setembro de 2017

ZARATTINI AO 247: COM MOBILIZAÇÃO, TEMER CAI

Agência Brasil | UNE

Em entrevista à TV 247, o líder do PT Carlos Zarattini se diz convencido de que, desta vez, Michel Temer pode ser afastado do cargo. “Se nós tivermos um movimento de mobilização, uma revolta, o governo não resiste” diz. “Na primeira votação o governo fez muitas promessas, que não foram cumpridas. Tem um déficit aí. Ao mesmo tempo, é um governo sem nenhuma popularidade”.
Lembrando que na primeira votação não ocorreu nenhum protesto de impacto contra Temer, Zarattini argumenta: “Na primeira denúncia, a população não acreditava (que seria possível afastar Temer), dizia que ele já ‘estava comprando voto’, que estava oferecendo isso, oferecendo aquilo”. Zarattini afirma que, “em primeiro lugar, as pessoas têm que acreditar” na possibilidade de afastar Temer.
Em segundo lugar, diz, a situação está “muito mais grave”. Não só por causa das acusações contidas na delação de Joesley Batista, mas pela agenda política: “se governo passar pela denúncia vai para a reforma da previdência”.  Para dificultar o Planalto, as divergências internas da base do governo, essencial para a defesa de Temer, não param de crescer. Lembrando que os aliados do governo consideram que os tucanos – divididos na defesa da Temer – desfrutam de um espaço que consideram “injusto”, Zarattini observa: “o PSDB tem tido um papel desagregador”.      
No depoimento, Zarattini lembra o papel nefasto de Geddel Lima na privatização das empresas de telefonia e denuncia a desnacionalização da economia, lembrando que a partir de agora a Vale pode ser “controlada em Nova York”. Numa hora de debates decisivos sobre a reforma política, o deputado condena as várias versões do Distritão e explica a importância do voto proporcional. 
Nesta mesma entrevista, Zarattini também falou sobre a candidatura Lula e os ataques à soberania nacional que vêm sendo conduzidos pelo governo Temer. Abaixo, a íntegra:(247).

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ELBA RAMALHO DISPARA UM “FORA, TEMER” NO ROCK IN RIO

wikicommons

O fim de tarde desta sexta-feira (22) no Palco Sunset do Rock in Rio foi de nostalgia com o forró do “Grande Encontro”, projeto de Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho. Sucesso nos anos 90, o trio voltou a se reunir em uma turnê nacional e colocou o público do Rock in Rio para dançar.
A apresentação foi marcada por hits como Morena Tropicana, Táxi Lunar, La Belle de Jour e Anunciação, mas teve seu ponto alto quando Elba Ramalho fez um discurso político. Ela saiu em defesa da Amazônia, criticou a corrupção e foi a primeira cantora do festival a disparar um “Fora, Temer” de forma mais contundente.
“Que esse amor que vocês estão semeando se espalhe, para compensar as mazelas dos homens do poder. Que a gente possa cantar para adormecer as crianças e acordar os homens. Viva o Brasil e fora Temer e todos os políticos corruptos!”, bradou Elba, sendo imediatamente respondida pelo público com mais “Fora, Temer”. (247).

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VÍDEO DE TEMER PROVOCA INDIGNAÇÃO NA INTERNET

REUTERS/Adriano Machado

Como de costume, Michel Temer foi estraçalhado nas redes sociais.
Com apenas 3,4% de aprovação, ele foi ao Twitter tentar convencer o público de que não deve ser afastado do cargo depois de ser denunciado por corrupção, obstrução judicial e comando de uma quadrilha que teria desviado R$ 567 milhões, segundo aponta a Procuradoria-Geral da República.
As reações, de forma praticamente unânime, foram negativas e Temer foi chamado de ladrão, golpista, excrescência, traidor e assim por diante.
Confira, abaixo, algumas delas:
Tenho convicção de que os parlamentares submeterão essa última denúncia aos critérios técnicos e legais. A verdade, mais uma vez, triunfará. pic.twitter.com/yYpYDUb5rV
Nao tenho provas, mas tenho a convicção de que vossa excrescência vai para a cadeia
Tenho convicção de que os parlamentares submeterão essa última denúncia aos critérios técnicos e legais. A verdade, mais uma vez, triunfará. pic.twitter.com/yYpYDUb5rV
A única conexão que sei é que eis um traidor, sem apelação. Essa pecha não poderá jamais apagar.
Tenho convicção de que os parlamentares submeterão essa última denúncia aos critérios técnicos e legais. A verdade, mais uma vez, triunfará. pic.twitter.com/yYpYDUb5rV
Nós também, senhor. Esperamos que os deputados não se rendam à baixa prostituição como na primeira, e que o senhor seja exemplarmente punido
Tenho convicção de que os parlamentares submeterão essa última denúncia aos critérios técnicos e legais. A verdade, mais uma vez, triunfará. pic.twitter.com/yYpYDUb5rV
Tenho convicção de que vc vai ser lembrado como pior presidente q o país já teve seu canalha.
Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre o caso:
 
Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil
O presidente Michel Temer usou as redes sociais para fazer mais uma defesa contra as acusações da Procuradoria-Geral da República. Em vídeo divulgado na tarde hoje (22), Temer afirmou que foram apresentadas “provas forjadas” e “denúncias ineptas”. “A verdade prevaleceu ante o primeiro ataque a meu governo e a mim. A verdade, mais uma vez, triunfará”, disse. A declaração do presidente é feita no dia seguinte à chegada da segunda denúncia contra ele à Câmara dos Deputados.
No vídeo, disponível em sua conta no Twitter, Temer diz que “o princípio básico da inocência foi subvertido: agora todos são culpados até que provem o contrário”. Destacando que é vítima de uma conspiração, o presidente diz que o Brasil pode estar seguindo o mesmo caminho de regimes de exceção. “Só regimes de exceção aceitaram acusações sem provas, movidos por preconceito, ódio, rancor ou interesses escusos. Lamento dizer que, hoje, o Brasil pode estar trilhando este caminho”.
Temer voltou a criticar o áudio de uma conversa entre ele e o empresário Joesley Batista, que deu origem à primeira denúncia, rejeitada pela Câmara no início de agosto, e destacou a prisão de Joesley, ocorrida este mês.
“Graças aos áudios que tentaram esconder, mas que vieram a público acidentalmente, sabe-se que, contra mim, armou-se conspiração de múltiplos propósitos. Conspiraram para deixar impunes os maiores criminosos confessos do Brasil, finalmente presos, porque sempre apontamos seus inúmeros delitos”. Joesley e Ricardo Saud, ambos executivos do grupo J&F, foram presos após a divulgação de um áudio de quatro horas de diálogo entre ambos que, de acordo com a PGR, aponta que eles omitiram informações durante o acordo de delação premiada.
O presidente também fez um apelo aos deputados, que vão começar a apreciar a segunda denúncia contra ele na próxima semana. “Tenho convicção absoluta de que a Câmara dos Deputados encerrará esses últimos episódios de uma triste página de nossa história, em que mentiras e inverdades induziram a mídia e as redes sociais nestes últimos dias. A incoerência e a falsidade foram armas do cotidiano para o extermínio de reputações”.
Mariz deixa a defesa de Temer
O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira anunciou hoje a decisão de renunciar à defesa de Michel Temer nesta segunda denúncia. Foi Mariz quem conduziu a defesa de Temer na primeira denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República. O afastamento do advogado deve-se ao fato de ele ter defendido no passado o doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores citados na nova denúncia, o que configuraria conflito ético.
A segunda denúncia contra Temer chegou à Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (22), depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter rejeitado pedido da defesa do presidente para interromper a tramitação. Antes mesmo da decisão do STF, Mariz já havia comunicado a Temer que deixaria de defendê-lo caso a denúncia prosseguisse.(247).

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DILMA: GLOBO TENTA SER POLÍCIA, PROMOTOR E JUIZ


A presidente deposta Dilma Rousseff rebateu com veemência editorial do jornal O Globo deste sábado, 23, em que tenta atribuir a Dilma a culpa pela roubalheira dos aliados de Michel Temer. Dilma disse que o jornal da família Marinho "se investe do papel de polícia, promotor e juiz".
"Dizer que a presidenta beneficiou o grupo de Eduardo Cunha e o "quadrilhão do PMDB" em esquemas de corrupção na Caixa Econômica é mentir mais uma vez para o público. A empresa rasga os fatos e encobre o seu próprio papel no impeachment e ainda no acordo que permitiu a ascensão do peemedebista – agora preso – à Presidência da Câmara dos Deputados, talvez em troca de um bloqueio à lei de regulação econômica da mídia", diz a Dilma em nota divulgada por sua assessoria de imprensa. 
"Vale lembrar que a condenação por tribunais midiáticos resulta muitas vezes na absolvição pela Justiça e pela História. Já o papel anti-democrático de empresas jornalísticas como a Globo é sempre lembrado pelo povo, que não esquece a raiz do fascismo nas hostes dos falsos moralistas de plantão. Depois, não adianta pedir perdão", diz o texto. 
Leia, abaixo, a nota na íntegra:
Contra Dilma, Globo se investe do papel de polícia, promotor e juiz
Jornalismo de Guerra que mira a ex-presidenta mostra autoritarismo da empresa e a adesão de primeira hora à conspiração que resultou no Golpe de 2016 e na ascensão de Temer
A propósito do editorial "Papel de Dilma ganha espaço na corrupção", publicado pelo jornal "O Globo" neste sábado, 23 de setembro, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff responde:
1. O Grupo Globo vem se investindo de forma ilegítima – e por razões inconfessáveis – em poder judiciário. Tenta de qualquer jeito manchar a honra da presidenta eleita Dilma Rousseff. Para isso, vem assumindo um papel pretensioso para o qual não tem investidura nem legal nem ética.
2. A empresa demonstra absoluto descompromisso com a ética jornalística exigida para o desempenho da nobre função de informar. Tanto que volta ao Jornalismo de Guerra, promovendo os assassinatos de reputação como quem distribui brindes em bancas de revistas.
3. Pródigo em se posicionar de maneira contrária aos governos do PT, o Grupo Globo tem um longo histórico de adesões aos golpes contra a democracia brasileira. E, como no passado, se arvora a assumir o papel de polícia, promotor e juiz. Condena sem provas, acusa sem ouvir o outro lado, promove um linchamento sistemático e odioso, manchando reputações em nome de um padrão moral que não possui e de compromissos com o país que jamais teve.
4. Depois de demonizar a presidenta eleita Dilma Rousseff, lançando mão de toda sorte de ataques antes, durante e depois de sua reeleição, assumindo inclusive um papel decisivo na construção do seu impeachment, o Grupo Globo se esmera agora em distorcer a realidade.
5. Dizer que a presidenta beneficiou o grupo de Eduardo Cunha e o "quadrilhão do PMDB" em esquemas de corrupção na Caixa Econômica é mentir mais uma vez para o público. A empresa rasga os fatos e encobre o seu próprio papel no impeachment e ainda no acordo que permitiu a ascensão do peemedebista – agora preso – à Presidência da Câmara dos Deputados, talvez em troca de um bloqueio à lei de regulação econômica da mídia.
6. Sobre o método de lançar acusações sem provas, promovendo julgamentos antecipados, basta apontar que o Grupo Globo chegou a editar fotos na capa do jornal, recentemente, induzindo o leitor a falsas conclusões. E, ainda, condenou Dilma mesmo ela já tendo sido absolvida, como no caso de Pasadena.
7. Vale lembrar que a condenação por tribunais midiáticos resulta muitas vezes na absolvição pela Justiça e pela História. Já o papel anti-democrático de empresas jornalísticas como a Globo é sempre lembrado pelo povo, que não esquece a raiz do fascismo nas hostes dos falsos moralistas de plantão. Depois, não adianta pedir perdão. (247).
ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF


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