sábado, 6 de maio de 2017

A DIVINA TRAGÉDIA DE BELCHIOR

Musico Belchior em 1977.  FOTO DIVULGAÇÃO.

Procurado pela polícia e hospedado de favor na casa de fãs, o compositor de clássicos como “Divina comédia humana” protagoniza uma história de amor e decadência

MARCELO BORTOLOTI
28/12/2013 –
Capítulo 1

“No trevo, a 100 por hora”

Edna Prometheu é o pseudônimo da produtora cultural Edna Assunção de Araújo, de 46 anos. Morena, de cabelos encaracolados e baixa estatura, não é uma mulher de beleza estonteante. Militante de organizações de extrema-esquerda, é definida por seus amigos como “idealista utópica”. No começo de 2005, ela estava em São Paulo, no ateliê do artista plástico cearense Aldemir Martins, já morto, quando entrou pela porta o músico Belchior. O cantor de “Paralelas” também pinta quadros e frequenta o ambiente artístico. Edna queria organizar uma exposição de Aldemir no Ceará. Belchior disse que tinha amigos por lá, poderia ajudar. Trocaram telefones.Os dois acabaram organizando juntos a exposição em Fortaleza, naquele mesmo ano. Na volta, Edna ligou para um amigo e contou a novidade: “Estamos namorando”. A partir daí, a vida plácida de Belchior derrapou no trevo a 100 por hora, como diz a letra de “Paralelas”. Para ficar com Edna, ele abandonou a então mulher, Ângela, com quem estava casado havia 35 anos, mãe de dois dos quatro filhos que tem. Afastou-se dos amigos e foi gradativamente deixando de fazer shows, até sumir sem dar explicações, em 2009. “Essa figura nefasta está fazendo uma lavagem cerebral nele”, afirma Jackson Martins, ex-empresário de Belchior. “Depois dela, sua vida só andou para trás”, diz o artista plástico cearense Tota, amigo de Belchior.
A FELICIDADE É UMA ARMA QUENTE Belchior com a mulher, a produtora cultural Edna Prometheu. “Eles juntaram suas utopias”, diz o amigo José Roberto Aguilar (Foto: Bruno Alencastro/Ag. RBS)

O desaparecimento de Belchior, há cinco anos, surpreendeu a todos, família e amigos. Ninguém poderia esperar tal atitude. Ele deixou para trás a agenda de shows e todo o patrimônio, incluindo roupas, documentos, quadros, automóveis e apartamento. O sumiço transformou Belchior  em figura cult. A pergunta “onde está Belchior?” ecoou na internet e teve até repercussão internacional. Surgiram blogs sobre o tema. Campanhas nas redes sociais pediram  a volta do músico. E apareceram montagens cômicas – “memes” – em que Belchior aparece em locais inusitados como a ilha do seriado Lost. Suas músicas no YouTube, que antes tinham 5 mil acessos diários, hoje batem 500 mil.
O sucesso no mundo virtual não trouxe nenhum benefício para o Belchior de carne e osso. Aos 67 anos, ele vive escondido com Edna em Porto Alegre. Não pode sair em público, pois é procurado pela polícia. Pesam contra Belchior dois mandados de prisão pelo não pagamento de pensões alimentícias. Uma devida à ex-mulher Ângela, com quem tem dois filhos já maiores de idade, e outra à mãe de uma filha de 19 anos que teve fora do casamento. Além das pensões, Belchior abandonou todos os demais compromissos e é cobrado na Justiça em processos que correm à revelia. O ex-secretário particular de Belchior, Célio Silva, ganhou um processo trabalhista contra ele no valor de R$ 1 milhão. Não há mais como recorrer. As contas de Belchior estão bloqueadas, e os imóveis que tinha comprometidos. Sem dinheiro, ele já se abrigou numa instituição de caridade no Rio Grande do Sul e morou de favor na casa de fãs que nem conhecia.
O mais intrigante na espantosa história de Belchior é que ele aparentemente não agiu movido por depressão, dívidas ou golpe publicitário, como se pensou no princípio. A influência da mulher é apontada pela maioria dos amigos como o motivo do seu comportamento. Ainda assim, não há unanimidade. “Edna não conseguiria sozinha virar a cabeça de alguém inteligente como Belchior. São dois sonhadores, juntaram suas utopias. Deixaram de acreditar neste mundo materialista, objetivo e mesquinho e partiram para um caminho de desapego”, diz o artista plástico José Roberto Aguilar, de 72 anos, amigo do casal.
Belchior nasceu numa família simples no interior do Ceará. Foi o mais bem-sucedido entre 23 irmãos. Estudou medicina na capital. Abandonou o curso depois de quatro anos, para ingressar na carreira artística. Estourou nos festivais na década de 1970 e compôs músicas com letras poderosas, como “A palo seco”. Seus sucessos foram gravados por Elis Regina, Jair Rodrigues e Roberto Carlos. Belchior é um artista com vasta cultura, domina cinco idiomas, conhece filosofia e gosta de física quântica. Até os anos 2000, lançava em média um disco por ano. “Ele era uma máquina, chegava a fazer três shows por noite. Era uma pessoa completamente dedicada à carreira”, diz o parceiro e ex-sócio Jorge Mello.
Tudo isso ficou para trás. O sumiço de Belchior lembra o caso do escritor russo Liev Tolstói. Aos 82 anos, ele abandonou tudo para viver como camponês. Tolstói teve um fim trágico – morreu de pneumonia depois de viajar na terceira classe de um trem durante o inverno soviético. Belchior, quanto mais se afasta da vida em sociedade, mais se afunda em dificuldades mundanas.
Capítulo 2

“Onde nada é eterno”

Depois que conheceu Edna, Belchior percorreu uma trajetória descendente em que, aos poucos, se despojou de todos os bens e obrigações. No final de 2006, ainda com a carreira aquecida, pediu que o empresário Jackson Martins parasse de agendar novos shows. Pretendia passar um tempo se dedicando à pintura e à tradução do poema Divina comédia, de Dante Alighieri, para uma linguagem popular. No início do ano seguinte, deixou o apartamento em que vivia com Ângela, mas continuou morando em São Paulo com Edna, num flat alugado. Desde então, a família diz não ter mais notícias dele. Belchior não era um marido muito presente, ficava até dois meses sem aparecer em casa. Teve duas filhas fora do casamento. Uma delas com uma fã que morava em São Carlos, no interior de São Paulo, com quem saiu uma única vez. A outra era fruto de um caso com uma estudante de psicologia no Ceará. Belchior pagava pensão alimentícia para a primeira. A família da segunda menina, hoje com 16 anos, não o acionou na Justiça.As complicações começaram a aparecer em 2008. Ângela cobrava na Justiça uma pensão mensal de R$ 7 mil. Belchior se recusou a pagar. Na época, deixou de pagar também a outra pensão. Seus amigos notaram uma diferença de comportamento. “Ele parecia estranho. Me ligou perguntando sobre amigos que não vemos há 30 anos, num tom de voz que não era o seu”, diz Jorge Mello. Em outubro daquele ano, abandonou um carro no estacionamento do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Belchior continuou em São Paulo até março de 2009, quando deixou o flat sem quitar os últimos meses de aluguel. Na garagem, ele largou um segundo carro, e em seu apartamento ficaram roupas, rascunhos de música, cartões de crédito e o passaporte. Belchior também abandonou tudo na casa alugada onde funcionava seu escritório: coleção de quadros, discos, documentos e o computador onde estava parte da tradução da Divina comédia, projeto que lhe consumira três anos. Seu secretário, Célio Silva, continuou abrindo o escritório, na esperança de que retornasse.
RASTROS Acima, a instituição em Cachoeirinha, Rio Grande do Sul, que abrigou Belchior. Abaixo, o quarto no sítio do advogado Jorge Cabral onde ele ficou hospedado (Foto: Ricardo Jaeger/ÉPOCA)
Belchior viajara com Edna para o Uruguai, onde descansava num vilarejo. Foi processado por Célio e por todos os credores que ficaram em São Paulo. Não se defendeu. Foi representado por defensores públicos até nos processos de pensão alimentícia. Como consequência, suas contas foram bloqueadas, e apareceram dois mandados de prisão contra ele, já que não pagar pensão é um crime passível de cadeia. “Como não tive contato com ele, a defesa ficou restrita a questões formais”, diz a defensora Claudia Tannuri, escolhida para defendê-lo no processo movido pela ex-mulher Ângela. Belchior nem sequer se importou com o destino de seus pertences. As roupas que estavam no flat foram doadas à caridade. A filha mais velha recolheu os documentos. Os carros foram levados para depósitos públicos. A dívida com os estacionamentos já ultrapassava seu valor. O proprietário do imóvel onde funcionava o escritório lacrou o lugar e recolheu os pertences. Seus quadros se perderam com a umidade.
Como na música “Divina comédia humana”, “em que nada é eterno”, Belchior e Edna perambularam durante todo esse período de hotel em hotel – várias vezes, sem pagar a conta. Amigos culpam Edna pela iniciativa. O primeiro hotel em que isso aconteceu foi o Gran Marquise, em Fortaleza. Os dois ficaram hospedados ali ainda em 2006. Saíram sem pagar dois meses de estadia, no valor de R$ 8 mil. Depois, repetiram a prática em pelo menos quatro locais. No Icaraí Praia Hotel, em Niterói, deixaram uma conta de R$ 4 mil. “Alguns funcionários tiveram de arcar com parte da dívida, já que permitiram que ele ficasse hospedado mais de uma semana sem pagar a conta”, diz o atual gerente, Germano Lopes. No Royal Jardins Boutique, em São Paulo, a conta pendurada foi de R$ 12 mil. “Eles deixaram um cheque caução, mas não tinha fundos”, diz Elly Shimasaki, gerente na ocasião.
O caso mais recente foi no hotel Cassino, na cidade de Artigas, no Uruguai, onde o casal se hospedou entre julho de 2011 e novembro de 2012. Os últimos meses ficaram sem pagamento, restando uma dívida de R$ 35 mil. Lá, Belchior deixou para trás roupas e um laptop.
“É uma lástima que um artista brasileiro dessa importância tenha agido assim”, diz o gerente uruguaio Ricardo Rodrigues. O hotel entrou com uma queixa criminal contra o casal.
Capítulo 3

“Sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco”

Nos últimos anos, Belchior se manteve à distância de qualquer atividade remunerada. Em 2009, quando o desaparecimento ganhou repercussão nacional, a montadora General Motors ofereceu um cachê milionário para ele aparecer num comercial. Belchior deveria dizer que, com o novo carro da GM, até ele voltava. Belchior recusou o convite e ficou bastante chateado com o teor da proposta. O empresário Jackson Martins diz que recebe constantes pedidos para shows, mas não consegue localizá-lo desde 2007. “Pago as dívidas dele se ele voltar”, diz. Outro empresário que trabalhou com Belchior por quase 30 anos, Hélio Rodrigues, diz que o desaparecimento fez aumentar o interesse do público. “Depois do escândalo, ele consegue lotar qualquer casa de espetáculo. Com dois shows em São Paulo, eliminaria as dívidas”, diz.
Hoje, a maior pendência de Belchior é o processo trabalhista ganho pelo secretário Célio, no valor de R$ 1 milhão. A causa está julgada. Um apartamento de propriedade do músico em São Paulo está em execução. A dívida da pensão para a ex-mulher Ângela soma cerca de R$ 300 mil. Mas cresce a cada dia, já que Belchior continua obrigado a pagar R$ 7 mil por mês. “O sumiço só agravou a situação dele. Se não tem dinheiro, deveria enfrentar juridicamente o processo, argumentando que não pode pagar”, diz Paulo Sato, advogado de Ângela. A pensão atrasada da filha que mora em São Carlos gira em torno de R$ 90 mil. As dívidas com hotéis cobradas na Justiça somam R$ 47 mil. Não são impagáveis, desde que Belchior volte a se apresentar.
A derradeira fonte de renda de Belchior eram os direitos autorais de suas músicas. Segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), nos últimos cinco anos foram depositados R$ 367 mil referentes à execução pública de suas obras. Parte do dinheiro ficou retida quando as contas bancárias foram bloqueadas. Desde então, Belchior não contou com nenhum outro tipo de renda.
Capítulo 4

“Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho”

Em janeiro deste ano, Edna e Belchior procuraram a Defensoria Pública em Porto Alegre. A história ganhou ingredientes ainda mais estranhos. Os dois alegavam que o bloqueio das contas e os mandados de prisão impediam que ele trabalhasse e voltasse a ganhar dinheiro para pagar as dívidas. Belchior aparentemente estava disposto a voltar. Mas o comportamento do casal era confuso. Edna falava desbragadamente, enquanto Belchior ficava quase sempre calado. “Durante um mês, me informei sobre os processos que tramitam em São Paulo. Fizemos um pedido judicial para a suspensão da execução, até que ele conseguisse se restabelecer. Nesse meio-tempo, Belchior sumiu”, diz a defensora pública Luciana Kern, que o atendeu.
Nesse mesmo período, Edna ligou para o jornalista gaúcho Juremir Machado, que não conhecia. Disse que Belchior estava escondido na cidade e precisava de ajuda. Ela queria que Juremir os levasse à sede regional da TV Record para fazer uma denúncia delirante. Juremir notou algo de incomum no casal. Eles se escondiam atrás de pilastras e ficavam olhando a movimentação nas ruas antes de entrar em algum lugar, como se fossem seguidos. Na retransmissora da TV, Edna afirmou ter um dossiê contra a TV Globo. O programa Fantástico noticiara o desaparecimento de Belchior em 2009 e a fuga do hotel uruguaio, em 2012. “Ela dizia que Belchior era difamado pela Globo e queria justiça. Falou até que havia uma tentativa de matá-lo”, diz a jornalista Vânia Lain, que recebeu os dois. Eles disseram que voltariam na semana seguinte trazendo os documentos, mas desapareceram.
CANTOR EM FUGA 1. Com o advogado Jorge Cabral, que hospedou Belchior em seu sítio em Guaíba, Rio Grande do Sul 2. Na União Brasileira de Compositores 3. Num hotel no Uruguai, de onde saiu sem pagar a conta (Foto: Reprodução e arq. pessoal )
Em Porto Alegre, Belchior e Edna ficaram inicialmente hospedados num hotel simples no centro, pago com ajuda dos funcionários do Tribunal de Justiça, primeira porta em que o casal bateu quando chegou à capital gaúcha. Depois, foram abrigados no Centro Infantojuvenil Luiz Itamar, instituição de caridade na região metropolitana. Dali, foram levados ao advogado Aramis Nacif, ex-desembargador do Estado, que poderia ajudar Belchior com os processos. “Ele dizia que um agente apareceria, mas nunca apareceu”, diz Nacif. Durante um mês, o casal ficou abrigado na casa de praia do filho dele. “Eles não tinham dinheiro algum. Edna apresentava um sentimento de perseguição muito grande, parecia ter algum distúrbio psicológico”, diz. Foi nesse momento que Belchior conheceu o advogado Jorge Cabral, na casa de quem se hospedou por quatro meses.
Cabral tomou um susto ao perceber que um músico importante como Belchior estava ali. E os convidou para ir a um sítio de sua propriedade, em Guaíba, local mais agradável. Belchior e Edna continuavam sem dinheiro. Nesse período, o advogado levou mantimentos, roupas, itens de higiene pessoal e até tintura para Belchior pintar os bigodes de preto.
No sítio de Cabral, Belchior não bebia nem comia carne vermelha. Passava os dias tomando chá, caminhando e cuidando das ovelhas. Fazia muitas anotações em papéis, que escondia numa pasta. Durante esse período, gastou duas canetas inteiras. Leu cerca de 40 livros. Não apresentava sinais de depressão. Parecia, segundo Cabral, alheio aos problemas que o cercavam. “Eu imaginava que ele era apenas um compositor nordestino, mas encontrei um artista plástico, um pensador, um filósofo”, diz Cabral. Ele pretende escrever um livro sobre a experiência.
Belchior só não gostava de falar sobre sua situação. Recusava-se a tocar violão e cantar. Edna impedia que ele fosse fotografado. O casal também não tomava nenhuma providência para resolver os problemas jurídicos. “A gente esperava que a situação se resolvesse, mas não acontecia nada. E aquilo não condizia com um homem lúcido, com memória fantástica, que fala várias línguas e tem uma quantidade enorme de músicas gravadas”, diz Jorge Cabral.
“Esse tempo que ele falou que daria na carreira já está longo demais. Só queremos notícias dele”, diz a irmã, Ângela Belchior. Belchior não apareceu nem no enterro da mãe, que morreu em 2011. Por telefone, a ex-mulher Ângela soa reticente. Não gosta de falar sobre um assunto tão delicado com a imprensa. Ela conta que, desde 2007, Belchior não entra em contato nem com os filhos. “Não entendo. Os empresários dele não entendem”, diz.

Em julho deste ano, Cabral pediu que o casal saísse, dado que Belchior e Edna não davam sinal de acabar com aquela situação de total dependência. Ele os deixou na porta da sede regional da União Brasileira de Compositores, com R$ 50 no bolso. Na União, Belchior tentou desbloquear o pagamento de seus direitos autorais, comprometido pelos processos na Justiça. Não conseguiu.
Belchior foi visto pela última vez na entrada do prédio, um edifício moderno num bairro de classe média de Porto Alegre, em frente a uma avenida bastante movimentada. Carregava uma pequena mala nas mãos e material de pintura debaixo do braço. Belchior – na belíssima letra de “Comentário a respeito de John”, ele cantava “eu prefiro andar sozinho” – estava, como sempre, ao lado de Edna. (247).

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NO QUE E PARA QUEM O GOLPE DEU CERTO


Há uma lógica nessa loucura, citando Shakespeare, para falar do governo do golpe. De um certo ponto de vista, tudo parece uma loucura. O país foi mergulhado numa depressão econômica profunda, o patrimônio público está sendo rifado a qualquer preço, os direitos da grande maioria da população estão sendo abolidos, o prestígio externo do país nunca foi tão baixo, o governo está assediado por acusações de corrupção para grande parte dos seus membros, o apoio do governo se aproxima rapidamente do zero, a imagem do presidente é a pior possível, suas gafes se sucedem diariamente.
Mas embora muita gente prognostique, semanalmente, a queda do governo, ele sobrevive. E não apenas por inércia, embora esta conte. Porque ele está cumprindo com o programa pelo qual o MT se candidatou a assumir a presidência.
Mas antes mesmo de abordar os retrocessos que estão sendo colocados em prática pelo governo surgido do golpe, está o primeiro objetivo, que uniu toda a direita: tirar o PT do governo. Nisso o golpe deu certo, pelo menos até aqui, enquanto tenta impedir o retorno de Lula ao governo. Mas teve outra vitória política importante também: a criminalização do PT no bojo da campanha pelo golpe, assim como, na mesma operação ideológica, a desqualificação do Estado, como espaço supostamente privilegiado de corrupção – de que a Petrobras seria uma parte importante.
Além dessa mudança no panorama ideológico, estão as medidas de acelerado retrocesso, pelas quais o governo paga o preço caro da impopularidade, mas não deixa de avançar, atendendo às demandas do capital financeiro e da grande mídia. Os retrocessos nos direitos sociais, com o ajuste fiscal reorganizando radicalmente o gasto público, penaliza fortemente quem o governo quer fazer pagar o preço pela crise: os trabalhadores e o conjunto da população pobre. O conjunto de iniciativas antipopulares compõe um pacote que eleva o exploração do trabalho, deixa mais vulneráveis ainda os trabalhadores para as negociações salariais, pressionadas também pelo desemprego recorde.
A retirada da rede de proteção social agudiza fortemente a crise social, com os cenários das nossas cidades de novo povoados por grande quantidade de pessoas e famílias inteiras dormindo e vivendo nas ruas. Com o retorno das crianças vendendo balas nas esquinas. A desigualdade aumenta, assim como a exclusão social e o abandono de camadas cada vez maiores da população.
Por outro lado, o patrimônio público, em particular o da Petrobras, vai sendo liquidado a preços vis para empresas estrangeiras, ao mesmo tempo que se destrói a indústria naval, terminando com o conteúdo local e importando plataformas, ao invés de fabricá-las aqui.
O resultado é catastrófico para a massa da população e para todo o país. Para as condições de vida da população e para o lugar do Brasil no mundo.
Mas a lógica dessa loucura é que há quem ganhe com tudo isso. Aqui dentro, ganham sobretudo os bancos privados – que contam a seu favor também com o enfraquecimento dos bancos públicos. Lá fora, ganham os EUA, com o enfraquecimento da presença autônoma do Brasil no mundo e a passagem a uma política de muito baixo perfil e de subserviência. Se desmontam as políticas de alianças na América Latina e com os Brics, que tanto atemorizam aos EUA.
O golpe deu certo para a direita brasileira, derrotada quatro vezes nas urnas, mas que encontrou a via do golpe para voltar ao governo. Deu certo para os inimigos externos de um Brasil independente e soberano.
Perdem o país, o povo brasileiro, a democracia, o Estado, os direitos dos trabalhadores, a soberania externa. É uma loucura para a grande maioria e uma lógica cruel e seletiva para a ínfima minoria dos mais ricos. (247).

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VEJA ERROU: A LUTA NÃO É ENTRE LULA E MORO


A revista Veja deste fim de semana decidiu encarar o depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro como um duelo de titãs, uma espécie de luta do século, como a que ocorreu entre Muhammad Ali e George Foreman, no boxe.
Trata-se, no entanto, da mais absurda ficção.
Na guerra brasileira, que já reduziu a riqueza nacional em mais de 10% e destruiu grandes empresas, Moro tem sido uma peça decisiva, mas não representa o adversário real do ex-presidente Lula, nem é quem comanda o espetáculo.
O que Lula enfrenta, na realidade, são grupos muito mais poderosos, que enxergaram uma oportunidade para destruir a democracia brasileira e se apoderar do Estado e de riquezas estratégicas.
Ponta de lança dessa guerra é o grupo Globo de comunicação, que combateu Getúlio Vargas e João Goulart, cresceu com a ditadura militar de 1964 e pendurou um segundo golpe no currículo, ao articular a derrubada da presidente Dilma Rousseff.
Maior monopólio de comunicação do mundo, a Globo tem sido, ao longo de sua história, defensora intransigente de interesses antinacionais. É hoje a peça central de sustentação do governo de Michel Temer, rejeitado por 92% dos brasileiros. Um governo que abriu o pré-sal para as multinacionais do petróleo, colocou à venda o próprio território nacional e convidou o exército dos Estados Unidos para atuar na Amazônia.
Ontem, ao participar de um Congresso do PT em São Paulo, Lula deixou claro que enfrentará a Globo, em seu terceiro mandato, caso seja eleito mais uma vez. Disse também que os Estados Unidos mereciam um presidente melhor do que Donald Trump – e não porque gostasse de Hillary Clinton. E reafirmou que fará de tudo para recolocar o Brasil numa posição de destaque no mundo, como ocorreu em seus dois governos.
O que Lula enfrenta, na realidade, é muito maior do que um juiz federal. Sua luta é contra forças que pretendem recolonizar o Brasil, colocando o País em sua tradição posição de quintal alheio. Com ele, estarão cerca de 30 mil pessoas, em Curitiba, na próxima quarta-feira, dia 10. (247).

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LULA: NÃO VOU PERMITIR QUE A REDE GLOBO CONTINUE MENTINDO

Paulo Pinto/Agência PT

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou recados claros para a Globo, ao discursar na noite de ontem no Sindicato dos Bancários. “Eles conseguiram aflorar em mim, aos 72 anos, uma coisa que eu pensei que já havia passado. Agora, que resolveram tentar destruir uma biografia, que eu não devo a eles, que só devo ao povo, terão que me enfrentar outra vez nas ruas deste país”, disse.
O ex-presidente completou: “Não vou permitir que continuem mentindo. Tudo o que eu desejo na vida é disputar as eleições contra o candidato da Rede Globo de Televisão”.
Lula destacou que “não foram poucos os almoços e conversas” que teve com a família Marinho, dona da Rede Globo.
“Eles nunca nos respeitaram. Quero que eles tenham um candidato que tenham um plim plim no peito, para nós dizermos com todas as letras: nós vamos regulamentar a comunicação neste País. Não é possível que existam nove famílias que sejam donas de todos os maiores meios de comunicação da nação”, declarou, enquanto era ovacionado por milhares de militantes presentes na quadra dos Bancários, centro da capital. (247).

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CUT quer constranger deputados favoráveis às reformas em aeroportos pelo Brasil

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Declarando-se impulsionados pelo “sucesso da greve geral de 28 de abril”, o sindicalismo nacional decidiu reforçar a luta contra as reformas da Previdência e trabalhista.
Entre 8 e 12 de maio, Sindicatos e suas bases irão pressionar parlamentares nos aeroportos nos seus Estados de origem e também nas regiões onde têm concentração de votos. Dirigentes das Centrais irão a Brasília, para debater com parlamentares indecisos.
Nesta última quinta (04), CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB, CGTB, CSB, CSP-Conlutas e Intersindical voltaram se reunir, para definir novas ações visando aumentar a pressão sobre o governo e o Congresso Nacional.

O encontro, na sede da CUT em São Paulo, aprovou uma agenda de mobilizações, que inclui presença permanente em Brasília.
Na semana seguinte, entre os dias 15 e 19, haverá uma ampla programação na Capital Federal, com apoio de movimentos sociais. Uma grande marcha da classe trabalhadora sobre Brasília deve ser realizada, em data ainda a ser confirmada.
Avaliação – Os dirigentes fizeram uma avaliação positiva da greve geral. Todos foram unânimes ao dizer que o movimento foi um sucesso, que resultou da união das Centrais e demais entidades sindicais.
“O Fórum das Centrais Sindicais tem unificado o sindicalismo brasileiro no combate às reformas. O Brasil tem um movimento sindical fortíssimo, diversificado, com diferenças ideológicas, mas que está unido na defesa dos direitos dos trabalhadores. Foi isso que nós mostramos dia 28”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.
O secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio, destaca que a greve foi um sucesso porque o movimento sindical esteve unido e foi “apoiado por entidades sociais, como CNBB e OAB, além de diferentes movimentos sociais”.
“Ficou claro que o setor do transporte, no Brasil inteiro, contribuiu significativamente para a paralisação. Mas temos que ressaltar as grandes mobilizações fora das capitais também”, observa Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente da Nova Central Sindical no Estado de SP.

Para o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves (Juruna), o dia 28 mostrou que é possível uma ação unitária, com participação de diversas categorias. “Foi o evento mais comentado da história da internet no Brasil”, diz. (Via: Agência Sindical).

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ODEBRECHT ENTREGA TODO ESQUEMA DE PROPINAS DE AÉCIO

Foto: DIDA SAMPAIO

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que atirou o Brasil na maior crise de sua história, ao liderar o golpe de 2016, é o protagonista de uma reportagem do jornalista Hudson Corrêa, que revela todo o seu esquema de propinas na Odebrecht.
Confira, abaixo, um trecho:
Aécio Neves acabara de perder a eleição para presidente da República. Mesmo assim, a Odebrecht honrou o pagamento da última parcela de sua campanha, em novembro de 2014 – em caixa dois, como mandava a regra. Eram R$ 500 mil, derradeira fatia de um acerto de R$ 6 milhões. O executivo Sérgio Neves conta que pegou o dinheiro numa mochila preta no escritório da empreiteira em Belo Horizonte, colocou no porta-­malas do carro e dirigiu por meia hora até a Minasmáquinas, concessionária Mercedes-Benz localizada na saída da cidade. Encontrou-se no estacionamento com o dono da loja, Oswaldo Borges da Costa, o Oswaldinho, tesoureiro informal de Aécio. “Ele [Oswaldo] pegou a mochila e colocou no porta-malas do carro”, diz Sérgio Neves em seu depoimento. Pronto, mais uma entrega de propina da Odebrecht para Aécio era concluída com sucesso. Oswaldinho convidou Sérgio Neves para almoçar no escritório. Na despedida, mostrou sua coleção de mais de 100 carros antigos, guardados em dois galpões. Entre as raridades figurava um Rolls-Royce Silver Wraith 1953, a bordo do qual Aécio Neves desfilou na posse como governador de Minas Gerais em 2007. Por pouco, o investimento da Odebrecht não levou o tucano a passear em outro Rolls-Royce da década de 1950, que o levaria ao Palácio do Planalto. Seria o terceiro presidente da República ligado à Odebrecht.  
Presidente do PSDB e senador, Aécio Neves é um dos personagens mais frequentes nas delações dos 77 executivos da Odebrecht. Não à toa, divide com o senador Romero Jucá, do PMDB, o título de campeão no número de inquéritos derivados da delação, abertos pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. É investigado em cinco. Nesta semana, ele prestou seu primeiro depoimento à Polícia Federal, sobre a investigação relacionada a irregularidades em Furnas. Reunidos os inquéritos, Aécio é acusado de ter cometido os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. A divulgação da delação da Odebrecht mudou a perspectiva do senador tucano. A segunda candidatura à Presidência da República em 2018, que seria natural, soa muito distante, coisa do passado. Recentemente, Aécio comentou com amigos que pode ser candidato apenas a deputado federal, diante das dificuldades para obter votos até para manter-se no Senado.  
Aécio foi uma aposta antiga da Odebrecht, coisa de longo prazo. As delações relatam propinas pagas desde que ele era governador de Minas Gerais, entre 2003 e 2010. “Nós estávamos investindo dinheiro numa pessoa que ia se constituir no mandatário do país”, disse o executivo Benedicto Barbosa Junior, o BJ, chefe de Sérgio Neves. BJ cuidava das principais obras da empreiteira pelo Brasil – acima dele estava apenas Marcelo Odebrecht. Por isso, tinha trânsito com políticos de variados partidos, entre eles Aécio. A relação era tão boa que BJ disse aos procuradores da Lava Jato que frequentava o apartamento do senador no Rio de Janeiro e o Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governo em Minas Gerais. Possuía na agenda até o telefone da mãe de Aécio para encontrar o tucano quando seus assessores não o localizassem. (247).
Leia aqui a íntegra.
  
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PIMENTA: MORO FABRICA DELAÇÕES NA CALADA DA NOITE PARA TENTAR CONDENAR LULA

Zeca Ribeiro

Por Paulo Pimenta (PT-RS)
As delações que estão sendo negociadas na calada da noite – confessadas pelo MPF e pelo advogado das partes são inaceitáveis.
Eles acharam uma 'brecha jurídica'. Eles não precisam falar a verdade, pois não são testemunhas e como acusados podem mentir para se defenderem.
E como ainda estão em 'fase de negociação das delações', também não precisam falar a verdade pois não estão sob juramento.  
É uma negociação perversa, uma 'esperteza' jurídica de Moro e os Golden Boys para tentar incriminar Lula, às vésperas do depoimento em Curitiba. Diante da falta de provas 'as favas os escrúpulos', dizem os autoritários diante da lei. (247).
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Polícia investiga sumiço de quatro adolescentes

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A polícia investiga o sumiço de quatro adolescentes em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Jamile Melo Delgado e Tainá Cecília Rufino da silva, ambas com 12 anos, Ana da Costa, 13 e Mikaela Maria do Nascimento, 16, todas amigas de infância e moradoras do bairro de Cajueiro Seco, saíram de suas casas na tarde da última terça-feira (2) e desde então não fazem contato com os pais. A investigação até o momento descarta sequestro, pois uma das garotas deixou um bilhete de despedida para a família.
Os pais contaram à delegada Vilaneida Aguiar, do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) de Prazeres, que investiga o caso, que as filhas saíram fardadas de casa, mas não chegaram à escola – elas estudam em locais diferentes em Cajueiro Seco – e desde então não voltaram para casa. Antes de sair, elas levaram mochilas, com roupas, utensílios de beleza, como chapinha, e produtos de higiene pessoal.
A carta foi deixada por Jamile, mas ela não esclareceu o motivo da fuga. “Uma delas deixou o bilhete para a mãe, explicando que realmente sairia de casa, não podemos divulgar detalhes para não atrapalhar as investigações. Mas tudo indica que as quatro saíram, digamos assim, pela própria vontade, não foi sequestro e não há indício nenhum que tenha sido o jogo da baleia azul”, disse a delegada.
A investigação está ouvindo professores, amigos e parentes das meninas. Segundo a delegada, duas delas já se comunicaram com amigos neste período de sumiço e o grupo foi visto recentemente por um motorista de Kombi, que fazia o trajeto Paudalho e Carpina, na Mata Norte do estado. Elas disseram ter apenas R$ 4 e queriam ir Limoeiro, no Agreste. Segundo os pais, nenhuma delas têm parentes no local.
As famílias moram próximas e as meninas se conhecem desde pequena. . O pai de Tainá e padrinho de Jamile, José Roberto da Silva, afirma que as adolescentes não têm problemas os familiares e o sumiço foi uma surpresa. “Foi uma surpresa elas se reunirem e fazerem esse negócio de sumir, sem dar destino, com telefones desligados. Não tem mais lugar para procurar. Tainá nunca foi menina de passar uma noite fora de casa, não atrasava nem meia hora da escola, nunca espanquei. Nenhuma têm problemas com pais. Por isso a gente faz esse apelo por informação, eu chega não estou comendo nem dormindo”, disse.
Quem tiver informações pode passar para a delegada Vilaneide Aguiar, no telefone 99488.7126, ou para o Disque Denúncia. Os números são (81) 3421-9595 (Recife) e
(81) 3719-4545 (Interior/Agreste).(Via: Vinicius).

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TEMER DECIDE DEMITIR MARIA SILVA, DO BNDES

Tomaz Silva/Agência Brasil

Michel Temer decidiu demitir a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques.
O motivo: até mesmo os empresários que apoiaram o golpe pediram sua cabeça, alegando que ela trancou os cofres do banco estatal.
Segundo informa Murilo Ramos, na coluna Expresso, Temer deu três meses a Moreira Franco para encontrar um substituto.(247).

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Depois de 4 anos, Paulo Câmara e Ricardo Ramos entregam a UPAE de Ouricuri ao povo do araripe

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UPAE DE OURICURI INAUGURADA PELO GOVERNADOR PAULO CÂMARA E O PREFEITO RICARDO RAMOS

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PREFEITO RICARDO RAMOS E O GOVERNADOR PAULO CÂMARA DESCERRAM A PLACA DE INAUGURAÇÃO DA UPAE DE OURICURI

O governador Paulo Câmara entregou nesta sexta-feira a Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (Upae) de Ouricuri, no Sertão. O equipamento, que é a sexta Upae da região e a décima do estado, vai atender 11 municípios da região. A unidade recebeu investimento de R$ 9,8 milhões, entre obras e aquisição de equipamentos, e vai oferecer consultas com especialistas e exames. “Esse é um equipamento importante que vai dar um reforço fundamental aqui para a região.
Vamos encurtar o deslocamento e o tempo de espera para a realização dos exames, desafogando o hospital do município. Onde tem UPAE no Estado, as respostas são muito boas, os serviços de prevenção ocorrem de maneira satisfatória. E a gente quer continuar a trabalhar e investir assim, em uma saúde cada vez mais humanizada e mais próxima da população”, destacou o governador Paulo Câmara. Além de Ouricuri, a unidade vai atender os municípios de Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Parnamirim, Santa Cruz, Santa Filomena e Trindade.
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PREFEITO RICARDO RAMOS FALA NO SEMINÁRIO PERNAMBUCO EM AÇÃO
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PREFEITO RICARDO RAMOS CELEBRA CONVÊNIOS  COM O GOVERNO DO ESTADO. MAIS OBRAS E MAIS AÇÕES PARA OURICURI
Na UPAE serão oferecidos serviços de cardiologia, dermatologia, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, endocrinologia e gastroenterologia. No centro de apoio diagnóstico haverá aparelhos para realização de exames de ultrassom, eletrocardiograma, ecocardiograma, audiometria, ergometria, espirometria e endoscopia. Além disso, o local dispõe ainda de espaço para reabilitação física e consultas com profissionais das áreas de fisioterapia, enfermagem, psicologia, terapia ocupacional, serviço social, nutrição e fonoaudiologia.
A unidade oferecerá cerca de 12 mil consultas médicas, mais de 1,6 mil não médicas e cerca de 1,7 mil sessões de fisioterapia por ano. O processo de implantação dos serviços se dará de forma gradativa, dentro de um cronograma específico, como sempre acontece na implantação de centros de Saúde. A expectativa é de que a UPAE esteja funcionando com 100% da sua capacidade em nove meses.
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EM DISCURSO, O PREFEITO RICARDO RAMOS AGRADECE AO GOVERNADOR A UPAE DE OURICURI
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GOVERNADOR PAULO CÂMARA, O SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO E CONVIDADOS, VISITAM AS DEPENDÊNCIAS DA UPAE DE OURICURI
O secretário estadual de Saúde, Iran Costa, destacou que a inauguração representa mais um passo na descentralização da oferta de serviços e interiorização da assistência médica no estado. “A UPAE é um equipamento de Saúde importantíssimo, pois fortalece a Atenção Básica dos municípios, evita que a população precise se deslocar e peregrinar até a capital para cuidar da sua saúde e, por fazer a medicina preventiva, diminui o adoecimento e os internamentos hospitalares”, afirmou.(Ascom)(Vinicius).


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LULA: ESTOU MAIS PREOCUPADO COM A CLASSE TRABALHADORA DO QUE COM O QUE PODE ACONTECER COMIGO

Foto: Filipe Araújo

O ex-presidente Lula afirmou na noite desta sexta-feira 5, em discurso durante a etapa paulista do 6º Congresso do PT, que tem se preocupado mais com a classe trabalhadora brasileira do que com o que pode acontecer com ele próprio.
Lula bateu duro nas reformas trabalhista e da Previdência do governo Temer, e alertou os presentes que a terceirização, ao contrário do prometido pelo governo, não vai criar mais empregos.
Ele criticou ainda a proposta do deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT), da bancada ruralista da Câmara, que abre a possibilidade de o trabalhador rural receber alimentação e moradia em vez de salário.
"Se a gente não se rebelar contra isso, quem vai pagar o pato é o pobre trabalhador, que muitas vezes nem sabe o que tá acontecendo". "Eles estão rasgando todas as nossas conquistas desde 1943", completou.
Sobre a Lava Jato, disse que os investigadores já "têm uma tese pronta" contra ele, e que não importa a versão que ele dê para o juiz Sergio Moro, no depoimento que prestará na próxima semana em Curitiba.
"Eles já estão com a tese pronta: o PT é uma organização criminosa, o Lula montou o governo para roubar até quando ele saísse, o Lula era o chefe", disse Lula.
Lula também criticou as prisões preventivas de líderes petistas, como José Dirceu, que foi solto nesta semana, e Antonio Palocci. "Mais grave que a prisão dessas pessoas é a destruição que eles fazem com a opinião pública. Não importa se é verdade, é preciso castigar", afirmou. "Vocês estão tentando destruir a pessoa que mais combateu a corrupção nesse país", acrescentou, em referência a ele mesmo.
O ex-presidente disse que, embora tenha 71 anos, está com energia de 30. "Eles conseguiram aflorar em mim uma coisa que pensei que já tinha passado", afirmou, sobre ser candidato à presidência novamente. "Eu devo isso a vocês", acrescentou. "O Lula, que eles queriam destruir, parece um pé de mandacaru. Não precisa de muita água. Não preciso de muita imprensa", assegurou. (247).

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