sexta-feira, 28 de abril de 2017

O DIA EM QUE O BRASIL SE LEVANTOU CONTRA TEMER E O GOLPE DOS CORRUPTOS

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Só um povo extremamente alienado permitiria que um governo nascido de um golpe, manchado pela corrupção e rejeitado por 92% da população, conduzisse um pacote de reformas absolutamente impopular; neste 28 de abril histórico, o povo brasileiro pode ter começado a dar um basta no capítulo mais vergonhoso de sua história: o golpe liderado por Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão, Aécio Neves e Romero Jucá, recordistas de inquéritos na Lava Jato, que instalou Michel Temer no poder, delatado por uma megapropina de R$ 126 milhões, com a finalidade de liquidar aposentadorias e garantias trabalhistas mínimas; os próximos dias serão decisivos e indicarão se o 28 de abril de 2017, escondido pela Globo e demais meios de comunicação associados ao golpe, foi apenas um suspiro ou o marco zero de uma virada histórica no Brasil; seja como for, o fato é que o golpe dos corruptos apodrece.
Esta sexta-feira 28 de abril de 2017 entra para a História do Brasil como o dia da maior greve geral já vista no País. Praticamente tudo parou: transporte, bancos, escolas, serviços públicos e indústrias.
Com uma agenda clara, a do não às reformas trabalhista e previdenciária, a greve geral contou com o apoio de dezenas de categorias profissionais e de toda a base da igreja católica no País.
Foi uma reação às reformas, mas também ao capítulo mais vergonhoso da história do Brasil: o golpe dos corruptos, articulado pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Romero Jucá (PMDB-RR), que instalou Michel Temer no poder.
Hoje, este projeto político tem o apoio de apenas 4% dos brasileiros – segundo a pesquisa Ipsos, 92% da população avalia que o Brasil segue no caminho errado.
Cunha, que aceitou o pedido de impeachment sem crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff, está condenado a 15 anos e quatro meses de prisão. Aécio, o político derrotado que incendiou o País, tem cinco inquéritos na Lava Jato, por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Jucá, que defendia derrubar Dilma para estancar a sangria da Lava Jato, o acompanha também com cinco inquéritos.
No poder, Michel Temer foi apontado por dois delatores da Odebrecht como o avalista de uma propina de US$ 40 milhões para o PMDB, hoje equivalente a R$ 126 milhões, e oito de seus ministros são investigados por corrupção, além dos seis que já caíram – numa lista que incluía figuras como Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima.
Só um povo muito alienado aceitaria que este grupo político liderasse um pacote de reformas que atenta contra as aposentadorias e garantias trabalhistas mínimas. Ao se levantar, neste 28 de abril, o povo brasileiro pode ter marcado o início do fim do governo Temer. (247).


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RENAN AVISA: SENADO VAI OUVIR TRABALHADORES



A greve geral desta sexta-feira 27, que paralisou escolas, bancos e transportes em todas as capitais do País, já produziu resultados práticos. A reforma trabalhista, que praticamente mata direitos consagrados na CLT, não será chancelada de forma automática pelo Senado. Quem avisa é o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do PMDB e ex-presidente da Casa.
"Uma discussão dessa importância, num momento de desemprego agudo como o atual, não pode ser votada de atropelo, na calada da noite", disse Renan ao 247.
Num discurso no Senado, na tarde de ontem, Renan afirmou que Michel Temer tenta fazer a reforma do "dá ou desce" – ou os empregados aceitam as condições impostas pelos patrões ou buscam outro emprego. "Isso é inaceitável".
Segundo ele, as paralisações desta sexta-feira foram muito fortes em todo o País, o que impõe a necessidade de diálogo. "Nós vamos chamar os trabalhadores e cada uma das centrais sindicais para discutir todos os pontos da reforma", disse ele.
Renan afirmou ainda que a experiência internacional demonstra que, onde houve retirada de direitos e garantias sociais, não se viu nenhum aumento significativo dos empregos. "Ao contrário, só houve precarização". (247).


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DILMA: HOJE MEU CORAÇÃO SE ENCHE DE ESPERANÇA


"Estamos do lado certo. Meu coração se enche de esperança. Vamos em frente. A luta por dias melhores para todos os brasileiros está apenas começando. A ampliação da democracia nos levará à vitória", disse a presidente legítima Dilma Rousseff, deposta pelo golpe de 2016, em nota divulgada nesta sexta-feira 28, em que uma greve geral parou o País.
Leia, abaixo, a íntegra:
28 DE ABRIL DE 2017, UM DIA DE LUTA
Os trabalhadores brasileiros estão de parabéns. Também os militantes políticos, os ativistas sociais, sindicatos e movimentos sociais. Assim como os estudantes e a juventude.
Hoje é um dia histórico.
Nesses dias difíceis, a luta pela democracia e a defesa das conquistas sociais são dever de todos nós. O povo brasileiro foi às ruas para dizer que não aceita a perda de seus direitos.
Foi às ruas contra um governo golpista que promove o mais brutal ataque aos direitos dos trabalhadores. E que compromete o futuro dos nossos filhos e netos, com um retrocesso na previdência que é perverso e sombrio.
Por isso, o Brasil parou. A greve geral aconteceu, apesar de setores da imprensa e dos golpistas que tentaram ocultar e reprimiram a ação corajosa dos que lutam contra o retrocesso na previdência e destruição dos direitos trabalhistas.
Essa greve é símbolo de coragem. É um momento de esperança e resistência. Trinta e cinco milhões de brasileiros cruzaram os braços para fortalecer a democracia no Brasil.
Essa greve é uma homenagem a todos que trabalham dias e dias, ao longo dos anos, dedicados brasileiros e brasileiras, incansáveis cidadãos que com seu esforço constróem o nosso país.
Estamos do lado certo. Meu coração se enche de esperança. Vamos em frente. A luta por dias melhores para todos os brasileiros está apenas começando. A ampliação da democracia nos levará à vitória.
O povo brasileiro mostra sua coragem: não vai desistir nunca. Vai lutar pelas suas conquistas e por mais avanços.
#BrasilEmGreve
DILMA ROUSSEFF (247).

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LULA COMEMORA SUCESSO DA GREVE GERAL E DIZ QUE POVO DEVE CONTINUAR LUTANDO


Da Rede Brasil Atual - Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a greve geral desta sexta-feira (28) contra as reformas pretendidas pelo governo Temer é um "sucesso total". Ele ressaltou que as ruas de São Paulo e de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde reside, estão vazias, um sinal de que "as pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos, contra a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, desemprego e redução salarial."
Em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta manhã, Lula afirmou que o sucesso da greve também significa que está sendo ampliada a conscientização do povo brasileiro em relação aos impactos das reformas pretendidas. Lula afirmou que a paralisação é uma demonstração de força do movimento sindical, em especial da CUT. "O movimento sindical e o povo brasileiro estão fazendo história", ressaltou.
Lula destacou que é notória nas ruas a adesão da população, pelo vazio no trânsito. "Nem de domingo as cidades têm trânsito tão leve quanto eu vi hoje. O povo ficou em casa. As pessoas não precisam ir pra rua em dia de greve. Isso é uma clara demonstração que as pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos que o governo vem fazendo. É uma satisfação saber que o povo brasileiro está tomando consciência", afirmou.
O ex-presidente destacou ainda as promessas de que a situação econômica do país melhoraria após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, e rebateu. "Que vai melhorar é uma mentira. Destruir com direitos não melhora a vida de ninguém."
Lula lembrou que, entre o período de 2004 a 2014, com crescimento do emprego, as contas da Previdência estavam no azul, negando portanto o déficit estrutural apontado pelo atual governo, e sugeriu a saída: "Se quiserem resolver o problema da Previdência, é preciso que a economia volte a crescer. É simples. Mas esse governo só sabe cortar", provocou.
O ex-presidente reafirmou, ainda, que as tentativas de desmonte do sistema de Seguridade Social – por causa da reforma da Previdência –, e da Justiça do Trabalho – por conta da reforma trabalhista – são um desastre para o país. "Lamento profundamente, mas não tem outro jeito senão continuar lutando para recuperar e melhorar direitos e a qualidade de vida do povo brasileiro", disse Lula.(247).

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EM PROTESTO INUSITADO, FUNCIONÁRIO DE CEMITÉRIO ESCREVE 'ENTRA TEMER'


Enquanto 92% dos brasileiros rejeitam Michel Temer e engrossam o coro do 'Fora Temer', o funcionário de um cemitério fez um protesto inusitado e pintou a parede com o inverso: 'entra Temer'.
Abaixo, informações sobre a maior greve geral da história do País, contra o governo mais impopular de todos os tempos:
Greve geral: centrais sindicais dizem que paralisação foi 'a maior da história'
São Paulo, 28/04/2017 - As centrais sindicais que organizaram as paralisações de hoje afirmam que não contabilizaram números de adesões, mas, segundo a Força Sindical, passou de 40 milhões de pessoas. Dados disponíveis pelas entidades indicam que a última grande greve no País, em 1989, teve 35 milhões de adesões.

"Foi a maior greve da história", afirma o presidente da CUT, Vagner Gomes. "Foi uma resposta ao Temer e ao Congresso de que a sociedade não concorda com o fim da CLT, com a terceirização e o fim da aposentadoria."
Segundo ele, a partir da próxima semana os sindicalistas "vão ocupar Brasília" para convencer os senadores a votarem contra a reforma trabalhista, que esta semana foi aprovada no plenário da Câmara.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que o movimento de hoje foi um recado para que o governo abre negociações para se fazer uma reforma "civilizada", que mão seja feita só pelo governo e o Congresso, mas com a participação dos trabalhadores.
Em resposta a críticas de que a greve só ocorreu porque houve piquetes em importantes vias, com pneus incendiados, Gomes diz que é assim que ocorre na França, na Inglaterra, no Brasil e em outros países. "Greve não é um acordo entre a sociedade e o governo, é um confronto. Se o governo fizesse as coisas certas isso não ocorreria. (247).


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GLOBO VETA EXPRESSÃO GREVE GERAL E MANDA FOCAR NA "BADERNA", DENUNCIA JORNALISTA


Por Rodrigo Ratier, em seu Facebook
Recebi de um colega o seguinte relato. Na redação da TV Globo São Paulo, na preparação do telejornal vespertino, um editor se dirigiu aos berros à equipe, dizendo estar vetado o uso da palavra "greve geral". Ordens superiores.
A instrução, repassada por mensagem da direção ao editor, é para nomear de "protesto" de "sindicalistas e manifestantes". Foco na baderna, pede a mensagem lida de um celular.
O clima na redação é de revolta e consternação. Acabei de ver a escalada do Jornal Hoje. O termo greve não aparece. As chamadas foram exclusivamente sobre "milhões" de pessoas impedidas de chegar ao trabalho, brigas de sindicalista com passageiros com aeroporto, bloqueio em estrada, bloco de concreto "pondo trem em risco". (247).

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Globo, que articulou o golpe, esconde a greve


A mesma rede de comunicação articulada para o golpe de 2016, liderada pela Globo, que botou camisas amarelas da CBF numa multidão e mandou para as ruas, é a mesma que esconde a greve.
É a mesma que vive incensado Temer, mentindo sobre a grave recessão econômica. Martela dia e noite dizendo que as tais reformas  são “modernização do mercado de trabalho” e faz campanha para prender Lula porque sabem que em 2018 ele ganha no primeiro turno.
A Globo é a mesma mídia que apoiou o golpe de 1964, em favor da resubordinação do Brasil às nações centrais, principalmente aos Estados Unidos, com a desculpa da “guerra fria” e depois pediu desculpa ao Brasil, em editorial no Jornal Nacional.
Agora apoia a pauta de reformas imposta por multinacionais, que querem transformar o Brasil numa Singapura, Bangladesh,  México, Paraguai e outros países de “maquiladoras “, empresas instaladas nos anos 1990, para exploração de recursos naturais e mão de obra barata, precária, com trabalhadores sem direitos.
O projeto das mega corporações multinacionais é carrear daqui compensações financeiras para as perdas que estão tendo com a crise internacional das “bolhas especulativas financeiras”, nas nações centrais, com a ajuda dos gerentes de interesses externos, daqui.
Gente como Temer, Aécio,  José Serra, Alkimin, Fernando Henrique, Rodrigo Maia, Eunicio Oliveira,  Henrique Meireles,  Moreira Franco, Padilha, e tantos outros, que transitam entre o mercado e a política, os irmãos Marinho, Saad, Sílvio Santos, Macedo, e não estão nem aí para o povo.
Temer e sua turma formam um governo de negócios. A mídia que os apoia se encarrega de novelizar a narrativa do poder econômico e político. Por isso esconde a greve e noveliza o governo e a pauta de reformas do atraso. (247).

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Protestos já fecham a Ponte Presidente Dutra entre Petrolina e Juazeiro

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Movimentos sociais acabam de fechar a Ponte Presidente Dutra, mais ao lado de Juazeiro. O movimento de transito é lento e agora foi interrompido por conta das manifestações. Aguardem novas noticias. (Vinicius).


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Em Petrolina protestos tomam as ruas da cidade

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Sindicatos e o povo nas ruas de Petrolina

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Servidores municipais na greve em Petrolina

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Servidores da justica do estado na greve em Petrolina

Sintrajuf-PE

Vários entidades de trabalhadores  sociais, sindicatos, servidores municipais, estaduais e federais, representações populares e outros movimentos organizados, estão nas ruas de Perolina.
A concentração começou na Avenida Souza Filho e os manifestantes tomaram as principais ruas e avenidas do centro da cidade. Aguardem novas informações. (Vinicius).

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Em Petrolina-PE, Sindicatos e movimentos sociais unem forças contra reformas; manifestação deste 28 de março lotou ponte PE-BA

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Sindicatos e movimentos sociais que representam diversas categorias protestaram nesta sexta-feira (28) em Petrolina, interior de Pernambuco, contra as reformas trabalhista e previdenciária, promovidas pelo governo Temer. A maior manifestação aconteceu na Ponte Presidente Eurico Gaspar Dutra, que liga os estados de Pernambuco e Bahia. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) estima que 3 mil pessoas participaram do protesto.
O ato iniciou às 8h30, em frente à Praça do Bambuzinho, no centro. Às 10h, o grupo decidiu seguir pelo viaduto até chegar à Presidente Dutra. Enquanto percorriam o caminho, gritaram palavras de ordem, entre elas “Fora Temer”.
Participaram da manifestação entidades como Sindicato dos Agricultores Familiares de Petrolina (Sintraf), Força Sindical, Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Pernambuco (Sintep), Frente Brasil Popular (FBP) e Correios.
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Em um carro de som, a presidente do Sintraf, Isália Damacena, chamou a população para “retomar o comando do país”. Lembrou que a Agricultura Familiar é a categoria mais atingida pelas reformas e afirmou que o sindicato não vai aceitar diminuição de direitos. “Temos que lutar por nossos filhos e netos, pela nossa juventude e pelo país. Agora é hora de lutar”, disse. (Vinicius).

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A GREVE GERAL BATE À PORTA DA HISTÓRIA


A julgar por todas as informações disponíveis, inclusive no Planalto, no final do dia  será possível ter uma dimensão exata dos efeitos da greve geral na evolução política do país.
Na madrugada de 28 de abril, quando publico estas linhas, já é possível reconhecer sinais importantes sobre a jornada de hoje, que anunciam o mais amplo esforço até aqui dos brasileiros e brasileiras para enfrentar o retrocesso político iniciado pela encenação parlamentar -- a expressão é de Joaquim Barbosa -- que afastou Dilma Rousseff e abriu as portas para o mais violento ataque violento e a seus  direitos desde a unificação da Previdência Social e  da CLT, há mais de 70 anos.
(As oito e meia da manhã já era possível enxergar aquela que parece ser a maior greve de trabalhadores da história do Brasil. Em São Paulo, o transporte de ônibus, metrô e trem começou a ser paralisado desde a madrugada. Mas era possível saber que a greve ia além disso.  Várias categorias cruzaram os braços por conta própria, em pontos estratégicos da cidade. A maioria das fábricas do ABC ficou parada, inclusive Diadema. Mesmo operários de empresas que têm uma frota própria para transportar operários, como a GM de São de José dos Campos, não foram trabalhar. De vários pontos do país, chegavam notícias de um movimento unificado e amplo).   
A ação unificada das organizações tradicionais do movimento operário – sindicatos e centrais sindicais – levar para a rua um protesto amplo e vigoroso, expressão da vontade da maioria da sociedade brasileira.
Sob sua inspiração, nos últimos dias o apoio à mobilização chegou a juventude esclarecida – em muitos casos  também endinheirada – das grandes escolas de São Paulo. Fez parte da conversa de babás que passeiam com crianças nos bairros chiques das grandes cidades e, mesmo escondida por jornais, a começar pela TV Globo, também foi assunto em ponto de ônibus e botequins. 
A mesma energia já chegou as diversos periferias de um país imenso e desigual, num universo que se confunde com os vários tecidos desta nação, como expressa a mobilização de uma centena de bispos da Igreja Católica, ao lado de lideranças protestantes tradicionais, também engajadas no protesto.
Sem mostrar -- e todos sabemos por que isso aconteceu – a mesma disposição de luta quando se tratava de impedir o afastamento de Dilma, nos últimos dias colocou-se de pé uma população que só costuma cruzar os braços e ir para rua em momentos de virada da história.
O que se pretende, aqui e agora, é impedir o ataque a direitos da vida de cada um, há muito consolidados, que já fazem parte da memória das famílias, dos planos de futuro de filhos e netos, num país onde o bem-estar social é um embrião que precisa ser defendido e e aperfeiçoado e não destruído.
É daí que vem a resistência.
Quem não consegue enxergar o que se passa irá quebrar a cara, como já se viu pelo comportamento vergonhoso de autoridades que – Temer, Dória, ACMinho à frente – assumiram a fantasia de ditadorzinhos fora de época, admiradores tardios e incorrigíveis do obscurantismo e da repressão. 
 A mobilização de uma aparato repressivo gigantesco, sem qualquer justificativa, em Brasília, apenas confirma o nível de irresponsabilidade política cultivado por um governo sem qualquer compromisso com a democracia e a liberdade de expressão, apenas com a defesa de privilégios e vantagens.  
Numa demonstração de falta de compromisso real real com o destino da  maioria dos brasileiros e brasileiras, ameaçam punir uma própria população,  que paga seus vencimentos ergueu seus palácios, e não aceita ser destituída de direitos que sempre defendeu com unhas e dentes, e que só não foi consultada para falar o que pensa porque todos sabem muito bem o que iria dizer. 
 Para empregar um termo que se tornou uma moda analítica, a greve geral mostra que o ciclo Michel Temer durou pouco, foi um desastre e  não deixará saudades.  Não tem legitimidade para prosseguir em seu radicalismo reacionário e intolerante. Considerando padrões mínimos de civilização e democracia, nenhum governo pode sobreviver a tamanha ruína. Rejeitado pela população,  seu projeto destrutivo de país deve ser paralisado imediatamente.
O debate que interessa, na conclusão obrigatório, de 28 de abril de 2017, consiste em abrir a porta para o país sair desse grande malogro e retornar a democracia, ao debate político democrático, através de eleições diretas. Esta é a obrigação de quem não perdeu a capacidade de olhar para o futuro. Já.
Não vamos ter dúvidas. Esta é a conversa a ser feita hoje -- antes e depois. (247).
  
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E O BRASIL AMANHECEU EM GREVE GERAL


Mídia NINJA
Capitais e principais cidades do país amanheceram paralisadas nesta sexta-feira (28), dia da greve geral convocada pelas frentes populares em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo Temer. Em São Paulo, linhas do metrô, ônibus e trens não circulam – com exceção da Linha 4 do metrô, que funciona normalmente. Estradas que dão acesso à cidade e avenidas foram trancadas.
Na Marginal Tietê, as pistas central e expressa foram bloqueadas na altura da Rodoviária Tietê. As avenidas Francisco Morato, Do Estado e Tiradentes (centro) também estão bloqueadas. O mesmo ocorre nas avenidas Nações Unidas, Francisco Matarazzo, Faria Lima e João Dias. (247).

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TEMER FAZ DESEMPREGO CHEGAR A 14,2 MILHÕES DE PESSOAS


A taxa de desemprego no Brasil ficou em 13,7 por cento nos três meses até março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 13,7 por cento por cento no período.
Leia o material divulgado pelo IBGE sobre o assunto: 
PNAD Contínua: taxa de desocupação vai a 13,7% no trimestre encerrado em março de 2017

Indicador / Período
Jan - Fev - Mar
2017
Out - Nov - Dez
2016
Jan - Fev - Mar
2016
Taxa de desocupação
13,7%
12,0%
10,9%
Rendimento real habitual
R$ 2.110
R$$ 2.064
R$ 2.059
Valor do rendimento real habitual em relação a:
estável
estável

taxa de desocupação foi estimada em 13,7% no trimestre janeiro / março de 2017, com altas de 1,7 ponto percentual frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (12,0%) e de 2,8 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre móvel de 2016 (10,9%). Essa foi a maior taxa de desocupação da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de em 2012.
população desocupada chegou a 14,2 milhões e bateu o recorde da série histórica. Este contingente cresceu 14,9% (mais 1,8 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 27,8% (mais 3,1 milhões de pessoas em busca de trabalho) em relação ao mesmo trimestre de 2016.
população ocupada (88,9 milhões) recuou em relação ao trimestre anterior (-1,5%, ou menos 1,3 milhão de pessoas) e também em relação ao mesmo trimestre de 2016 
(-1,9%, ou menos 1,7 milhão de pessoas). Esse foi o menor contingente de pessoas ocupadas desde o trimestre fevereiro / abril de 2012.

nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) recuou para 53,1% no trimestre de janeiro a março de 2017, com queda de 0,9 ponto percentual frente ao nível do trimestre anterior (54,0%). Em relação ao nível do mesmo trimestre de 2016 (54,7%), houve retração de 1,7 ponto percentual. Este foi o menor nível da ocupação da série histórica da pesquisa.
O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,4 milhões de pessoas) recuou em ambos os períodos de comparação: frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (-1,8% ou menos 599 mil pessoas) e ao trimestre janeiro / março de 2016 (-3,5% ou menos 1,2 milhão de pessoas). Este foi o menor contingente de trabalhadores com carteira assinada já observado na série histórica da pesquisa.
rendimento médio real habitual (R$ 2.110) no trimestre encerrado em março de 2017 manteve estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.064) e, também, em relação ao mesmo trimestre de 2016 (R$ 2.059). A massa de rendimento real habitual (R$ 182,9 bilhões) no trimestre encerrado em março de 2017 também ficou estável nas duas comparações.
Quadro 1 - Taxa de Desocupação - Brasil - 2012/2017
Trimestre móvel
2012
2013
2014
2015
2016
2017
nov-dez-jan
...
7,2
6,4
6,8
9,5
12,6
dez-jan-fev
...
7,7
6,8
7,4
10,2
13,2
jan-fev-mar
7,9
8,0
7,2
7,9
10,9
13,7
fev-mar-abr
7,8
7,8
7,1
8,0
11,2

mar-abr-mai
7,6
7,6
7,0
8,1
11,2

abr-mai-jun
7,5
7,4
6,8
8,3
11,3

mai-jun-jul
7,4
7,3
6,9
8,6
11,6

jun-jul-ago
7,3
7,1
6,9
8,7
11,8

jul-ago-set
7,1
6,9
6,8
8,9
11,8

10°
ago-set-out
6,9
6,7
6,6
8,9
11,8

11°
set-out-nov
6,8
6,5
6,5
9,0
11,9

12°
out-nov-dez
6,9
6,2
6,5
9,0
12,0

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
No trimestre janeiro / março de 2017, havia aproximadamente 14,2 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente apresentou crescimento de 14,9% frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2016, quando a desocupação foi estimada em 12,3 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre de 2016 esta estimativa subiu 27,8%, significando um adicional de 3,1 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.
O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em 88,9 milhões no trimestre janeiro / março de 2017. Esse foi o menor número de pessoas ocupadas registrado pela PNAD Contínua desde o trimestre fevereiro / abril de 2012, observando-se que os dados da pesquisa não são dessazonalizados. O número de pessoas trabalhando recuou tanto em relação ao trimestre anterior (- 1,5%, ou menos 1,3 milhão de pessoas), quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (-1,9%, ou redução de 1,7 milhão de pessoas).
nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 53,1% no trimestre de janeiro a março de 2017, apresentando queda de 0,9 ponto percentual frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2016, (54,0%). Em relação a igual trimestre do ano anterior este indicador apresentou retração de 1,7 ponto percentual, quando recuou de 54,7% para 53,1%. Ressaltamos que este foi o menor nível da ocupação observado desde o início da série da pesquisa.
Quadro 2 - Nível da Ocupação - Brasil - 2012/2017
Trimestre móvel
2012
2013
2014
2015
2016
2017
nov-dez-jan
...
56,8
57,1
56,7
55,5
53,7
dez-jan-fev
...
56,5
57,0
56,4
55,1
53,4
jan-fev-mar
56,3
56,3
56,8
56,2
54,7
53,1
fev-mar-abr
56,7
56,5
56,8
56,3
54,6

mar-abr-mai
57,0
56,8
56,8
56,2
54,7

abr-mai-jun
57,1
56,9
56,9
56,2
54,6

mai-jun-jul
57,0
57,0
56,8
56,1
54,4

jun-jul-ago
57,1
57,0
56,7
56,0
54,2

jul-ago-set
57,2
57,1
56,8
56,0
54,0

10°
ago-set-out
57,2
57,1
56,9
56,1
53,9

11°
set-out-nov
57,2
57,3
56,9
55,9
54,1

12°
out-nov-dez
57,1
57,3
56,9
55,9
54,0

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
A força de trabalho, (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre janeiro / março de 2017 foi estimada em 103,1 milhões de pessoas, a maior da série histórica da pesquisa. Esta população cresceu 0,5% comparada ao trimestre outubro / dezembro de 2016. Frente ao mesmo trimestre de 2016, houve alta de 1,4% (mais 1,4 milhão de pessoas). O crescimento da força de trabalho no Brasil se deve exclusivamente ao aumento da população desocupada.
O contingente fora da força de trabalho no trimestre janeiro / março de 2017 (64,4 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016. Frente ao mesmo trimestre de 2016, houve alta de 0,9% (ou mais 574 mil pessoas).
O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 33,4 milhões de pessoas, reduziu-se em ambas as comparações: frente ao trimestre janeiro / março de 2016 (-1,8% ou menos 599 mil pessoas) e ao trimestre de janeiro / março de 2016 (-3,5% ou redução de 1,2 milhão de pessoas).
No período janeiro / março de 2017, a categorias dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,2 milhões de pessoas) apresentou queda em relação ao trimestre anterior (-3,2%), mas cresceu 4,7% (ou mais 461 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
A categoria dos trabalhadores por conta própria (22,1 milhões de pessoas) registrou estabilidade em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2016). Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda (-4,6%, ou seja -1,1 milhão de pessoas).
O contingente de empregadores, estimado em 4,1 milhões de pessoas, mostrou-se estável frente ao trimestre imediatamente anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, esse contingente registrou elevação de 10,8% (mais 403 mil pessoas).
A categoria dos trabalhadores domésticos, estimada em 6,1 milhões de pessoas, se manteve estável em ambos os trimestres comparativos.
A análise do contingente dos grupamentos de atividade, do trimestre janeiro / março de 2017, em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016, mostrou queda na Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Agricultura (-2,7% ou -240 mil pessoas), Construção (-3,4% ou – 242 mil pessoas), Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-2,5% ou -438 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-3,1% ou -484 mil pessoas). Os grupamentos em alta foram: Alojamento e alimentação (3,4%, ou mais 165 mil pessoas) e Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2,1% ou mais 201 mil pessoas). Os demais grupamentos ficaram estáveis.
Em relação ao trimestre janeiro / março de 2016 houve redução no contingente dos seguintes grupamentos: Construção (-9,5% ou -719 mil pessoas), Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Agricultura (-8,0% ou -758 mil pessoas), Indústria Geral (-2,9% ou -342 mil pessoas) e Serviços domésticos (-2,9% ou -184 mil pessoas). Apenas o grupamento de Alojamento e Alimentação teve alta (11,0% ou mais 493 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 2.110 no trimestre janeiro / março de 2017, registrando estabilidade frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (R$ 2.064). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.059) o quadro também foi de estabilidade.
Em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2016), o rendimento médio real habitual teve alta para Empregados no setor público (1,9%) e para Trabalhadores Domésticos(1,7%). Em relação ao mesmo trimestre de 2016 (janeiro / março de 2016) apenas os Empregados no setor público apresentaram variação positiva (4,3%). Nas demais posições registrou-se estabilidade nos períodos analisados.
Em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016, três grupamentos de atividade apresentaram variações estatisticamente significativas: Indústria Geral (3,4%), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,3%) e Serviços domésticos (1,7%). Os demais grupamentos ficaram estáveis. Frente ao trimestre janeiro / março de 2016, dois grupamentos apresentaram alta no rendimento: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,3%) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,4%). Os demais grupamentos se mantiveram estáveis.
No trimestre janeiro / março de 2017, a massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos foi estimada em R$ 182,9 bilhões, ficando estável em ambas as comparações. (247).


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