domingo, 19 de março de 2017

Banco Central bloqueia R$ 2 milhões de 46 investigados na Carne Fraca


Operação Carne Fraca

Banco Central

O Banco Central bloqueou cerca de R$ 2 milhões de contas de 46 investigados na Operação Carne Fraca, deflagrada ontem pela Polícia Federal. A Justiça Federal determinou que o Banco Central fizesse o bloqueio de até R$ 1 bilhão de cada uma das contas.
As contas bloqueadas tinham valores diversos, que iam de centavos a até mais de R$ 500 mil. O valor de bloqueio de R$ 1 bilhão era o teto estipulado pela Justiça, não significando a identificação desse valor durante as investigações. 
A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, desarticulou uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários que emitiam certificados sanitários sem fiscalização em troca de propina. Ao todo, cerca de 30 empresas fornecedoras de grandes frigoríficos estão sendo investigadas. Além disso, 33 fiscais federais também estão sob investigação.
Ainda segundo a PF,  os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso "maquiavam" carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.
Governo
Mais cedo, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, defendeu o sistema de inspeção agropecuária brasileiro e disse que a fiscalização é “forte, robusta e séria”. Segundo ele, o ministério está tomando todas as providências sobre as denúncias levantadas pela operação, mas não há motivos para a população ter receio de consumir carne.
“O que aconteceu foi desvio de alguns servidores, de algumas empresas, nós temos que discutir como foi que isso aconteceu. Mas eu posso garantir com toda tranquilidade: eu não deixarei de consumir e recomendo que você também não deixe porque não há risco nenhum”, afirmou.
Em nota, a pasta afirma que o “Serviço de Inspeção Federal brasileiro é considerado um dos mais eficientes e rigorosos do mundo”.
O presidente Michel Temer deve se reunir amanhã (19) à tarde com Blairo Maggi para discutir as medidas do governo e a repercussão no mercado internacional depois da deflagração da Operação Carne Fraca. O objetivo será debater as medidas que já estão sendo tomadas pelo ministério e os possíveis impactos da operação sobre as exportações de carnes brasileiras. (EBC).

*Colaborou Pedro Moreira, repórter da TV Brasil 
Edição: Lílian Beraldo

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Lula e Dilma Rousseff participam da reinauguração da Transposição do Rio São Francisco

Ato deste domingo na cidade paraibana de Monteiro poderá ser o pontapé para a pré-candidatura do petista à presidência em 2018

Foto: Cadu Gomes/Divulgação
Foto: Cadu Gomes/Divulgação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já desembarcou no sertão da Paraíba, onde faz uma inauguração popular da Transposição do Rio São Francisco, principal legado de seu governo na região. Lula está acompanhado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e do governador do estado Ricardo Coutinho (PSB). Uma multidão acompanha o petista no evento, realizado na tarde deste domingo. A primeira parada foi no Eixo Leste, no município de Monteiro. Oito caravanas de oito estados do Nordeste participam. Na tarde deste domingo (19), Lula e Dilma entraram nas águas.


O ato deste domingo na cidade paraibana de Monteiro poderá ser o pontapé para a pré-candidatura do petista à presidência em 2018. A agenda do líder máximo do PT contará com a presença de aliados, incluindo a ex-presidente Dilma Rousseff. Representantes pernambucanos da sigla, a exemplo do senador Humberto Costa, do presidente do partido no estado, Bruno Ribeiro, do ex-prefeito do Recife, João Paulo, entre outros, também estarão presentes. %u201CPara nós é muito importante que ele circule o país, porque é parte do que temos denunciado: no tempo em que ele era governo, houve um ciclo de mudanças, porque pessoas e regiões mais pobres foram incluídas no orçamento%u201D, afirmou Bruno. 
Foto: Twitter/Reprodução
Foto: Twitter/Reprodução


Mas o fato é que Lula não goza do mesmo prestígio de outrora, apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto. O desgaste da imagem do partido e do próprio político, devido aos desdobramentos da operação Lava-Jato e do impeachment de Dilma, podem atrapalhar os planos de voltar ao poder. %u201CEle está colocando o bloco na rua para ver a temperatura nas ruas e saber se verdadeiramente houve perda de densidade eleitoral. A intenção é saber a resposta social%u201D, analisou o cientista político da Universidade Católica de Pernambuco, Thales Castro. De acordo com ele, é comum os atores políticos fazerem essas movimentações com uma certa antecedência das eleições. %u201CInclusive, a pré-candidatura dele pode ser reconsiderada, já que não sabemos quais os impactos que a Lava-Jato vai causar nos próximos meses%u201D, ponderou. (DP).


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