domingo, 21 de maio de 2017

Especialista alerta para a incidência de câncer de orofaringe associado ao HPV


Antes registrado com maior frequência em pessoas com idades mais avançadas e, na maioria das vezes, relacionado ao uso frequente do tabaco; o câncer de orofaringe (que compreende a amidala, base da língua, parte da faringe e palato mole) tem uma nova apresentação, crescendo de maneira preocupante entre pacientes jovens e relacionada ao HPV (Papiloma Vírus), espécie de vírus que infectam pele e mucosas. A transmissão pode ocorrer através do sexo oral, quando o HPV se aloja e, com o passar do tempo, promove mutações celulares que levarão ao desenvolvimento do câncer.
“Com a mudança de hábitos da população e uma diminuição importante do tabagismo, temos notado uma associação muito maior entre o câncer de orofaringe – principalmente amigdala e base de língua-  e o HPV, que no passado ficava na casa de 15%, e hoje chega ate  60%, estimando-se 15 mil novos casos em 2020 nos EUA”, explica o Cirurgião de Cabeça e Pescoço, Fábio Oliveira.
O especialista alerta para alguns dos sintomas que podem ser indicativos de que alguma coisa não vai bem. “O principal alerta é quando a pessoa percebe uma massa no pescoço ou uma admigdalite  que não melhoram com as medicações habituais. Qualquer nódulo cervical que não regrida em 15 dias deve alertar para a necessidade de procurar um especialista”, enfatiza Oliveira.
As maneiras de contágio podem estar associadas a vários fatores como sexo oral, uso compartilhado de talheres e copos, contato com a saliva de alguém contaminado com o vírus HPV. “Sabemos que o principal meio de contagio é através do sexo oral, principalmente no cenário de múltiplos parceiros, contudo, acredita-se que existam outras maneiras de transmissão, como através do beijo, uso de talheres ou qualquer meio que transmita a saliva de alguém com a doença, principalmente se houver lesões em atividade”, explica Fábio.
Tratamento- Descobrir precocemente o câncer de orofaringe possibilita ao paciente, maiores chances de cura. De acordo com o cirurgião, existem várias formas de tratamento – que vão desde a cirurgia, seguido de quimioterapia e radioterapia, ou quimioterapia e radioterapia isoladas. “É importante salientar que o câncer de orofaringe tem três tipos de apresentações: as pessoas que fumam e bebem e não tem HPV, as pessoas que fumam e bebem e tem HPV, e as pessoas não tabagistas e não etilistas que tem HPV, sendo este ultimo subgrupo o de melhor resposta ao tratamento. Os esforços hoje se direcionam no sentido de desintensificar o tratamento, que é tentar fazer um procedimento com menos efeitos colaterais, produzindo o mesmo resultado”.
“Um importante passo no controle e prevenção dessa doença é a vacinação de crianças, de ambos os sexos, que visa criar uma imunidade e prevenir a infecção pelos subtipos do HPV mais implicados na formação de tumores, que são o 16 e 18. Porém a forma mais eficaz de prevenir o contato com o vírus é o uso de preservativo durante a relação sexual, uma vez que a vacina não protege para todos os subtipos do vírus”, complementa Fábio Oliveira.
 Fábio Oliveira – é formado em Medicina pela Universidade Federal de Campina Grande(PB) e fez residência em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pelo AC Camargo Cancer Center (SP). (Blog do Banana).

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