sábado, 29 de abril de 2017

Em Uauá-BA, `Ato Público´ reafirma a luta de agricultores familiares contras as Reformas do Governo Temer

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Na manhã dessa sexta-feira (28) diversos lugares do Brasil sediaram manifestações contra as mudanças propostas pelo Governo Michel Temer, principalmente com relação às Reformas Trabalhista e da Previdência, as quais ameaçam diversos direitos dos/das trabalhadores/as. Em Uauá, no sertão baiano, foi realizado Ato Público com a participação de aproximadamente mil pessoas.
A concentração aconteceu na entrada da cidade, reunindo caravanas vindas de outros municípios da região, uma multidão que caminhou até o centro da cidade, encerrando o Ato com falas em frente ao Banco do Brasil. Valdivino Rodrigues, da Articulação Estadual de Fundo de Pasto, uma das entidades organizadoras do Ato Público, disse que foi importante a realização do Ato em Uauá pra firmar que o sertão também é contra essas medidas.
A agricultora Maria Soledade Tolentino, do município de Casa Nova,também participou do Ato porque entende que “nossos direitos estão indo de água abaixo, por isso que nós estamos aqui na rua pra defender nossos direitos de trabalhadores rurais, de mulheres e todos os setores”. Ela é enfática ao defender que se não houver resultados com essa primeira greve geral, o Brasil deve parar e se for necessário ocupar a capital do país. Outras opiniões também foram nesta linha, mostrando que as/os trabalhadores/as estão dispostos a barrar qualquer tipo de mudança que venha a provocar retrocessos para a população.
A Rede de Escolas Famílias Agrícolas da Bahia – Refaisa também esteve representada na manifestação e o militante Crispim Ribeiro, membro da Rede, afirmou que a necessidade de ir pra rua hoje é de todos/as os/as trabalhadores/as do campo e da cidade, pontuando que um governo ilegítimo está deslegitimando também a classe trabalhadora no Brasil. “Nosso país na sua história viveu de fases, tivemos uma fase em que o governo ouviu mais os trabalhadores e a gente garantia direitos, hoje nós não estamos sendo ouvidos, então a força que os trabalhadores tem é a mobilização”, comentou.
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O Ato em Uauá foi organizado pela Articulação no Semiárido Brasileiro, Central das Associações Integradas de Uauá (Cachiu), Articulação Estadual das Comunidades Tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de  Uauá,  associações comunitárias de Uauá, Canudos e Curaçá, com o apoio da gestão municipal de Uauá. Participaram do ato também Sindicato dos trabalhadores Rurais de Canudos, Curaçá e Campo Formoso, vereador Jerônimo, Deputada Estadual Fátima Nunes, Sindicato dos Servidores Municipais de Uauá e diversas associações comunitárias dos municípios de Canudos, Curaçá, Uauá, Pilão Arcado, Remanso, Juazeiro, Itiuba, Monte Santo, Campo Formoso, Casa Nova, Sobradinho, entre outras entidades e movimentos sociais.
Ascom Ato (Vinicius).

Blog do BILL NOTICIAS

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